segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bombeiros Municipais recebem novos equipamentos





A Câmara Municipal dotou o Corpo de Bombeiros Municipais de Alpiarça com novos equipamentos, num investimento de cerca de 35 mil euros
Estes equipamentos foram adquiridos através de uma candidatura conjunta entre os Corpos de Bombeiros dos Distritos de Portalegre, Évora e Santarém e respectivas Federações Distritais, apoiada com fundos comunitários / QREN em 60%, sendo o restante comparticipado pela Câmara Municipal.
Os novos equipamentos vão permitir uma maior operacionalização do Corpo de Bombeiros.
Os equipamentos agora entregues são:
-        1 conjunto hidráulico médio, constituído por Tesoura, Expansor, Cilindro e Grupo Energético, para trabalhos de desencarceramento, desobstrução e resgaste;
-        8 aparelhos respiratórios com cilindros para reserva, para busca e salvamento, e combate a incêndios urbanos e industriais;
-        1 gerador de espuma de alta expansão, para combate a incêndios urbanos e industriais.
Em breve será entregue um balão de iluminação.
Estes equipamentos foram recepcionados e testados durante a intrução efectuada em 8 de Fevereiro, com a presença do comando e do Executivo Municipal.
No âmbito do mesmo programa operacional está a ser ultimada uma outra candidatura para dotar o Corpo de Bombeiros Municipais de Alpiarça de um veículo urbano de combate a incêndios (VUCI), num investimento de 155.000 euros.

Curso de Formação Inicial nos Bombeiros Municipais de Alpiarça



Teve início em 9 de Fevereiro um curso de formação inicial de bombeiros, com   duração prevista até finais de Novembro do corrente ano, com a participação de 24 formandos (16 Estagiários e 8 Cadetes), sendo 17 do Corpo de Bombeiros Municipais de Alpiarça e 7 do Corpo de Bombeiros Voluntários da Chamusca.

AVANTE! o jornal dos Trabalhadores e do Povo

Páginas do internacionalismo proletário

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As páginas do Avante!, órgão Central do Partido Comunista Português, são expressão do internacionalismo proletário que norteia a acção do Partido. Criado no impulso da revolução de Outubro, o PCP, e por dever assumido o seu jornal, consolidaram-se como baluartes da solidariedade para com os povos que, nos territórios soviéticos e depois em todos os continentes, derrubaram o sistema baseado na exploração substituindo-o pela soberania e o progresso proletários.
Assim, durante as décadas de 30 e 40 do século passado, encontramos no Avante! os avanços da construção do socialismo no primeiro Estado de camponeses e operários do mundo e os seus ensinamentos políticos e ideológicos, fundamentais para formar gerações nos princípios do marxismo-leninismo.
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Destacada, neste período, também a luta dos povos contra a ascensão da barbárie nazi-fascista. Só no periódico comunista é possível encontrar o curso das guerras Civil Espanhola e Mundial. Só no nosso jornal se denunciou a natureza de classe destes conflitos imperialistas, a sua sanha contra o movimento operário e a URSS, estandarte dos povos na luta e triunfo sobre a expressão mais violenta do capitalismo e, posteriormente, exemplo e sólido apoio na edificação de democracias populares.
A vitória das forças progressistas tiveram forte impacto no combate ao colonialismo e ao imperialismo. Nas décadas após a II Guerra Mundial, encontramos no Avante! a luta dos povos pela emancipação nacional e social em África - com destaque para os movimentos que nas então colónias ultramarinas portuguesas faziam sua a bandeira da luta contra a ditadura fascista em Portugal -, na Ásia ou na América Latina.
E mesmo quando no dobrar do novo século muitos capitularam perante a falsa tese do fim da História, decretada pelos que sonham com o fim da luta de classes e a domesticação das organizações revolucionárias empenhadas em transformar o modo de produção opressor e irracional, foi e é no Avante que os trabalhadores e os povos têm espaço e voz, facto evidente quando mais uma crise do capitalismo mostra os limites do sistema, desnudando que a resposta ao agravamento da exploração, ao domínio do capital financeiro e à guerra, é o socialismo e o comunismo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Libertação de Auschwitz

A 27 de Janeiro de 1945 o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais conhecido campo de extermínio nazi. Coube à União Soviética, país que, com mais de 20 milhões de mortos, sofreu como nenhum outro os efeitos cruéis da agressão da Alemanha hitleriana, libertar a humanidade de um dos mais terríveis centros do terror, símbolo extremo da opressão e da irracionalidade de um sistema que de forma inequívoca demonstrou não haver limites para a barbárie quando a existência humana é submetida à lei do lucro.

Em Auschwitz tudo era financiado pelo Deutsche Bank, cuja direcção se encontrava representada na IG FarbeBayer), empresa beneficiária do trabalho escravo e fornecedora do Zyklon B, o gás da morte com que os prisioneiros considerados inaptos para trabalhar eram asfixiados. Também as contas dos SS, da Gestapo e da firma Topf, construtora dos crematórios, estavam sob o controlo daquele império financeiro. Não existe praticamente nenhum grande banco ou monopólio alemão que não tenha enriquecido com o nazismo e a escravidão dos prisioneiros dos campos de concentração. Siemens, Krupp, Opel, BMW, VW, Daimler,IG Farbe, Alianz, Flick, Deutsche, Dresdner e Commerz Bank, são apenas os nomes mais sonantes de dinastias do mundo empresarial e da finança cujo poder foi consolidado pelo terror do regime hitleriano. Só entre 1939 e 1944 o volume de negócios do Deutsche Bank aumentou de 4,2 para 11,4 mil milhões de «Reichsmark».

Numa intervenção proferida no «Instituto de Ciências Bancárias» a 25 de Outubro de 1940, pouco meses após a ocupação militar da Polónia, Escandinávia, Benelux e França pelos exércitos alemães, o banqueiro Hermann Abs, membro da direcção daquele monstro financeiro, referindo-se à criação de um «espaço colonial», proclamava que «a escolha dos países adequados para uma activa política de capital não apresenta hoje qualquer dificuldade para a Alemanha. (...) O espaço europeu oferece à nossa esfera de influência política ricas e vantajosas possibilidades para satisfazer os limites da nossa capacidade.»
Libertado Auschiwtz, o imperialismo e o militarismo nunca se conformaram com a derrota do nazi-fascismo. E com o fim da URSS e do socialismo na Europa do Leste despertou de novo a agressividade e o apetite do monstro revanchista. Actualmente, a Alemanha é, na UE, o maior exportador de instrumentos de morte. Como accionista directo ou indirecto de vários grupos armamentistas, o Deutsche Bank é um dos principais beneficiários dos objectivos belicistas prosseguidos pela Agência Europeia de Defesa (EDA) e inscritos no chamado «Tratado de Lisboa».

Para sustentar este novo programa de expansão imperialista, os trabalhadores e os povos estão a ser submetidos a sacrifícios até há pouco inimagináveis. Longe vai o tempo em que o capitalismo celebrava euforicamente o desaparecimento da União Soviética e proclamava o fim da história e o advento de uma nova época de paz, progresso social e segurança internacional. Hoje, o grande capital mostra diariamente que o objectivo supremo do sistema não é servir o homem mas obter o máximo de lucro. É por isso que «em vários pontos do mundo os povos tomam nas suas mãos a defesa dos seus direitos e da soberania dos seus países, resistem nas mais variadas formas e impõem revezes à estratégia de dominação do imperialismo» (CC do PCP de Novembro 2010). Como se salienta na Resolução Política do XVIII Congresso do PCP, «nunca foi tão verdadeira a tese marxista de que, libertando-se, a classe operária liberta simultaneamente todas as outras classes e camadas oprimidas pelo capital monopolista, o que hoje significa libertar a humanidade».

80º Aniversário do AVANTE!

"Hoje como no tempo do fascismo o Avante! é a voz dos que não têm voz"
NOS OITENTA ANOS DO AVANTE!
Comemoramos este mês, em todo o colectivo partidário, os oitenta anos de vida do Avante!.
Fazêmo-lo com o legítimo orgulho de quem tem a consciência de que, falando do nosso jornal, estamos a falar de um caso singular na história da imprensa portuguesa.
Único jornal que durante a longa ditadura fascista nunca se deixou amordaçar nem se submeteu à censura salazarista/caetanista, o Avante! foi, nesse tempo opressivo e repressivo, a voz dos anseios e aspirações dos trabalhadores e do povo, das suas reivindicações, das suas lutas: a voz dos que não tinham voz.
Criado em 1931 – na sequência da reorganização que, dois anos antes, dera um significativo passo na construção do PCP como partido marxista-leninista – desde logo passou a constituir um alvo preferencial da repressão fascista. Estava, então, em curso acelerado o processo de fascização do Estado levado a cabo por Salazar: à criação do partido único fascista, ocorrida em 1930, sucedia-se um vasto conjunto de medidas de carácter político, económico, social, ideológico, cultural, complementado com a criação de um poderoso aparelho repressivo.
Em consequência disso – e também porque o Partido estava a dar os seus primeiros passos na organização da actividade clandestina – a publicação do Avante! nos primeiros dez anos da sua existência sofreu várias interrupções.
E foi com a reorganização de 1940/41 – que viria a criar as condições para a transformação do PCP num grande partido nacional, no grande partido da resistência e da unidade antifascistas, na vanguarda revolucionária da classe operária – que o Avante! estabilizou a sua publicação: de Agosto de 1941 até ao 25 de Abril de 1974, o Órgão Central do PCP foi publicado ininterruptamente, sempre composto e impresso no interior do País – assim se afirmando como o jornal que, a nível mundial, mais tempo resistiu com êxito à clandestinidade.
A montante desse êxito estavam a dedicação e a coragem ilimitadas dos seus construtores – muitas vezes pagas com a prisão, a tortura e a própria vida.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O passado e o Presente

Eva Aguiar no Facebook, com esta linda foto de Catedral de S. Basílio Praça Vermelha - Moscovo.
Ao lado do Museu-Lenini. Grande Dirigente Revolucionário da Revolução de Outubro em 7 de Novembro de 1917. Uma Revolução que transformou o mundo, uma Revolução que deu o poder do maior País aos Operários e Camponeses.
Uma revolução que transformou uma sociedade feudal, numa sociedade Socialista com uma evolução social nunca vista na história da humanidade, com grande progresso e desenvolvimento. As condições sociais e humanas eram tão evoluídas que o sistema capitalista na Europa foi obrigado a dar condições aos seus trabalhadores e povos.
Que pelo desaparecimento da União Soviética e o Bloco Socialista, passados 20 anos destruíram as regalias dos trabalhadores e povos levando-os a miséria.
E hoje estão a fazer-nos o mesmo. A correlação de forças desapareceu e o capitalismo tem na sua raiz a matriz da exploração desenfreada.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Operação da GNR faz 26 detidos relacionados com furtos em Grândola

(noticia do Jornal de noticias)

Uma operação desencadeada esta quarta-feira pela GNR em Alpiarça levou à constituição de 26 arguidos, 16 dos quais (14 homens e duas mulheres) ficaram detidos, devendo ser presentes quinta-feira para primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Grândola.
A operação, que envolveu perto de 100 efectivos, decorreu do cumprimento de seis mandados de busca a residências no âmbito de uma investigação por crimes de furto a habitações e estabelecimentos na área de Grândola, disseram à agência Lusa fontes da GNR.
O oficial da GNR que comandou a operação, tenente Martins, do Comando Territorial de Grândola, disse à Lusa que, além das detenções, foi apreendido material que se suspeita ter sido furtado de valor superior a 30 mil euros, nomeadamente computadores, fixos e portáteis, LCDs, playstations, telemóveis, objectos em ouro.
Foram ainda apreendidas duas viaturas ligeiras, disse.
Segundo afirmou, o inquérito ainda em curso vai permitir averiguar se os bens furtados provêm apenas dos assaltos realizados na zona de Grândola ou se também de outros ocorridos em outros pontos do país.
Apesar do inquérito e da investigação terem sido conduzidos pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Comando Territorial de Grândola (Destacamento Territorial de Setúbal), a operação contou com a colaboração do Comando Territorial e NIC de Santarém e dos grupos de intervenção de Operações Especiais, Ordem Pública e Cinotécnico da Unidade de Intervenção de Lisboa, disse.
As buscas iniciaram-se às 07:00, tendo-se prolongado no terreno durante toda a manhã, não tendo ainda sido concluídas as diligências relacionadas com o processo, acrescentou.

Vídeo da operação policial em Alpiarça

http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=43485&idSeccao=479&Action=noticia

Vídeo de O mirante

Dezasseis pessoas detidas em Alpiarça em grande operação policial



A GNR deteve 16 pessoas esta quarta-feira em Alpiarça, por suspeitas de assaltos. A operação foi coordenada pelo destacamento de Grândola da GNR na sequência de mandatos judiciais no âmbito de uma investigação relacionada com furtos nesta zona alentejana e no distrito de Santarém. A operação que incluiu buscas domiciliárias a seis residências da vila de Alpiarça decorreu durante toda a manhã.
Cerca das 14h30 os detidos que estavam a ser identificados e constituídos arguidos no posto daquela vila começaram a ser colocados em carrinhas da GNR para serem transportados para celas de detenção até serem presentes a primeiro interrogatório judicial.
A operação contou com a colaboração de elementos do destacamento da GNR de Santarém e de equipas de intervenção.


http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=43485&idSeccao=479&Action=noticia


Noticia de O Mirante

GNR promoveu operação em Alpiarça

Hoje pela manhã os Alpiarcenses foram surpreendidos com uma operação da GNR recorrendo a uma equipa de intervenção, em diversos pontos da vila.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nos 90 anos do PCP - apontamentos da luta dos comunistas e do Povo de Alpiarça




►EM 27 DE JUNHO DE 1952, A DIRECÇÃO DO CLUBE “OS ÁGUIAS” DE ALPIARÇA, ACOMPANHADA EM MASSA PELA POPULAÇÃO, MANIFESTA-SE NA CÂMARA, EM PROTESTO CONTRA AS PROVOCAÇÕES FASCISTAS.
Fonte: O povo de Alpiarça contra a repressão – “Avante!”, VI Série, nº 170, Ago. 1952, p. 4

A cantiga é uma arma!




Sou da “geração sem remuneração”
e não me incomoda esta condição.


Que parva que eu sou!



Porque isto está mal
e vai continuar,
já é uma sorte
eu poder estagiar.



Que parva que eu sou!


E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar.



Sou da “geração casinha dos pais”,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?


Que parva que eu sou!


Filhos, maridos,
estou sempre a adiar
e ainda me falta
o carro pagar.



Que parva que eu sou!


E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar.



Sou da geração “vou queixar-me pra quê?”
Há alguém bem pior do que eu na TV.


Que parva que eu sou!


Sou da "geração eu já não posso mais"
que esta situação dura há tempo demais.



E parva não sou!


E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Povos em Luta...

Os acontecimentos no Egipto – que ocorrem na sequência da luta do povo tunisino, que provocou ondas de choque pelo mundo árabe – são da maior importância. Independentemente do seu desfecho imediato, o levantamento popular no Egipto constitui desde já um imenso salto qualitativo na luta do seu povo contra o regime opressor liderado por Hosni Mubarak e apoiado pelo imperialismo.
Na sequência de uma longa resistência e face a uma brutal repressão – um «estado de emergência» que vigora desde 1981 –, os trabalhadores, a juventude do mais populoso país árabe, em sete dias, fizeram tremer os alicerces de um regime que explora e oprime há 30 anos.
O povo egípcio identificou os responsáveis pela sua situação e levantou-se, uma vez mais, contra o desemprego e a pobreza, pela melhoria das condições de vida, contra a opressão, pela sua dignidade nacional e dos povos árabes, contra a subserviência aos EUA e a cumplicidade com o sionismo de Israel.

P
ela sua importante dimensão, localização e interesse estratégico – basta referir o Canal de Suez –, o Egipto tem sido o pilar crucial no mundo árabe para a estratégia de domínio dos EUA no Médio Oriente, no Norte de África e no Mediterrâneo. O estabelecimento de relações diplomáticas do Egipto com Israel e a assinatura dos acordos de Camp David, nos EUA, em 1979, marcaram uma significativa divisão no mundo árabe e uma profunda mudança da correlação de forças na região a favor do imperialismo.
Como agora é recorrentemente recordado, o Egipto é segundo país que mais meios financeiros recebe dos EUA para compra de armamento e para fins militares, apenas suplantado pelo apoio que os EUA dirigem para Israel.

P
erante os levantamentos populares contra a opressão, o capitalismo procura ocultar, aliás de forma atabalhoada, os seus profundos laços e suporte político, económico e militar aos regimes ditatoriais árabes, com quem partilha a exploração dos povos e dos seus recursos.
Veja-se o caso da Internacional Socialista (IS), do PS. Bem pode a IS expulsar à pressa a «Assembleia Constitucional Democrática», dias antes deste partido, do ditador Ben Ali, ser dissolvido perante a resoluta exigência do povo tunisino; bem pode a IS clamar hipocritamente pela liberdade e os direitos do povo egípcio, quando omite convenientemente que o Partido Nacional Democrático, de Mubarak, é seu membro, que já vai tarde na tentativa de branqueamento da sua cumplicidade com a brutal opressão que se abateu e abate sobre estes povos.

N
ão é, então, de espantar o alarme, o embaraço e as tentativas de manutenção (com prazo) de Mubarak ou de procura de uma outra qualquer saída imediata, protagonizadas pelos EUA e seus aliados da União Europeia – veja-se a posição comum da Alemanha, França e Reino Unido –, no sentido de conter a revolta popular, explorar as suas contradições e fragilidades, limitar os seus objectivos e consequências, no fundo, procurando impedir que esta se encaminhe para uma revolução democrática e nacional. Para o imperialismo está muito em jogo, pois sabe que o desenlace do actual momento de luta de classes no Egipto terá profundas repercussões em todo o mundo árabe e na evolução da situação do Médio Oriente e, logo, da situação internacional.
Os levantamentos populares na Tunísia e no Egipto demonstram quanto é correcta a tese de que no actual quadro de agudização da luta de classes, onde grandes perigos para a paz, a liberdade e a soberania dos povos coexistem com reais potencialidades de desenvolvimentos progressistas e mesmo revolucionários, se coloca a possibilidade de ocorrerem rápidos e imprevistos desenvolvimentos, cujo desfecho dependerá da capacidade dos povos transformarem revoltas populares em processos de transformação que ponham em causa o poder do grande capital e do imperialismo.

A lavandaria do BE

Para o que importa – prosseguir a luta para travar e derrotar a política de direita em agravamento –, o oportunismo e o anti-comunismo da direcção do BE são pouco mais do que descartáveis.
Mas desta vez o mau perder de Louçã e seus pares resultou numa operação de branqueamento, com vista à recuperação do BE como falsa alternativa e tábua de salvação do PS e da respectiva política (de direita).
A lavandaria está muito activa, com os escribas desta «coligação tetrapartidária» (BE/PS/PSD/CDS) nos média dominantes a ocultar, minorar, ou transferir para o PCP as responsabilidades do BE nos resultados de 23 de Janeiro. A orientação da mistificação está nas mãos de Louçã e pouco mais, porque hoje registam-se no BE novas dificuldades e algumas hesitações.
Diz Louçã que o que releva na campanha de Alegre é a «luta contra o FMI e a defesa dos serviços públicos», bem como a «garantia» de vetar a desqualificação das leis laborais. E nós que concluímos que Alegre considerou o OE 2011 do paradigma do FMI, do roubo aos trabalhadores e do ataque brutal aos seus direitos e aos serviços públicos, um «mal menor»(!), o que o levou até a enaltecer a «coragem»(!) de Sócrates.
Diz Louçã que a candidatura do PCP registou a «maior perda em proporção» relativamente a 2005, mas, apesar da abstenção, facto é que obtivemos 7,14% e 300 mil votos, um contributo efectivo para superar Cavaco e a «estabilidade» do Governo PS e dos grandes senhores do dinheiro.
E concluímos que Louçã e o BE perderam todos os 288 mil votos de 2005, concluímos que o BE «teve falta de comparência» nas presidenciais em que esteve aliado com este Governo, campeão da política de direita, e contribuiu para que os eleitores do BE e do PS disparassem «em todas as direcções» (citando M. Portas), facilitando assim a vitória a Cavaco.
E concluímos que o BE alienou o combate contra Cavaco e a política de direita por «pura demagogia eleitoralista» (assim se repudia o insulto de Fazenda) e pela gula do «entrismo» no PS, visando cumprir o seu destino oportunista e social democrata.
A derrota foi dura para o BE. O oportunismo e o anti-comunismo são apenas recorrentes.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Delegação do Município de Alpiarça em reunião no Ministério da Administração Interna



O Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Conde Rodrigues, receberam hoje uma delegação do Município de Alpiarça constituída pelo Presidente da Câmara, Mário Fernando Pereira, e por elementos de todas as forças políticas representadas nos órgãos autárquicos municipais: Celestino Brasileiro, CDU; Fernando Ramalho, PS; e João de Brito, PSD.
Nesta reunião, realizada por solicitação da Câmara Municipal, foram abordadas várias questões relativas à segurança de pessoas e bens na área do concelho, com destaque para o necessário reforço do número de efectivos e melhoria de meios da GNR, bem como para eventuais intervenções de melhoria das instalações desta força de segurança em Alpiarça.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E que tal um chá de tilia?


Está um frio do caraças. O Benfica está a ganhar...
Nada melhor que um chá de tília...para acalmar... 

A infusão de flores alivia a tensão e facilita o sono, acalma os nervos, baixa a febre e alivia as dores de cabeça. A sua principal virtude é a de acalmar os nervos e ajudar a dormir tranquila e repousadamente. Limpa o sangue, torna-o mais fluido, por isso é bom para pessoas hipertensas, com arteriosclerose, para quem sofre de flebite ou que está em perigo de sofrer de angina de peito ou enfarte. É um diurético recomendado a reumáticos e gotosos e, em uso externo, para queimaduras, furúnculos e frieiras.


A Administração, os colaboradores, os comentadores e demais staff deste blogue consomem diariamente duas chávenas de chá de tília.
Saiba que o nosso estatuto editorial é muito rigoroso. 
É por isso que o AGIT é uma referência incontornável para todos os apreciadores de chá.
No dia em que alguém ,devidamente identificado é claro, duvidar das propriedades do chá de tília ou de outro qualquer (sim, nós somos pluralistas), encerramos o nosso blogue para sempre!
Portem-se bem senão eu enervo-me e fecho isto!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Presidente da CM em Entrevista ao Almeirinense


Na edição desta semana de O Almeirinense, é publicada uma entrevista ao Presidente da CM de Alpiarça, Mário Fernando Pereira. A entrevista é conduzida pela jornalista Susana Costa.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os meus olhos vêm o que outros não querem ver?







Ontem dei uma volta por aí.
Fui almoçar à Zona Industrial. Pelo caminho cruzei-me com um trabalhador da CM que estava a reparar um passeio. Um pouco antes, vi que tinha sido colocado pavimento novo numa determinada rua que nunca tinha visto passeio…
Chego à Zona Industrial e verifico que a zona envolvente tem o terreno tratado e que ali foram plantadas centenas de árvores e arbustos. Sei que aquele espaço ainda vai ter outras intervenções.
Fiquei satisfeito. A CM conseguiu melhorar aquele espaço e dessa forma, não teve de devolver as verbas recebidas pelo anterior executivo para fazer o que agora está a ser feito…
Entro. Como uma excelente refeição. Quando bebia o meu café pus-me a pensar… Sim ainda há quem pense! Um novo restaurante… um novo e útil (diga-se) espaço comercial… criaram-se novos postos de trabalho, animou-se a Zona industrial…isto não bate certo…
Porquê?
Porque eu acreditei nas palavras de um tal eleito do PS na Assembleia Municipal que afirmava, cheio de convicção, que com a CDU em Alpiarça, ninguém iria investir nesta terra. Na altura esta afirmação fez-me confusão. Almada, Seixal, Barreiro, Benavente, Chamusca eram e são exemplos que contrariavam o que o dito senhor afirmava. Mas como ele é Doutor…
Bebi o café e cheguei à conclusão de que esta afirmação mais não seria do que um desejo que a realidade se vai encarregando de desmentir. Devagarinho é certo, que o tempo não está para grandes investimentos…
Mas o desejo deste senhor foi amplificado de diversas maneiras num JÁ conhecido pasquim cá do burgo, seja por colaboradores, seja por comentários anónimos. Eles cumprem o seu papel, é por isso que estão perdoados…
Hoje dei uma olhadela pelo pasquim e fiquei a saber por um comentário que “Quem manda na GNR é a CM…” Confesso que não sabia… Pensava que era o Ministério da Administração Interna…
Leio ainda que a vereadora do PS não sabia de um protocolo assinado pela CM. Observo que o Presidente da CM se prontificou para fazer chegar esse protocolo à vereadora…
Sei, mas não vem no pasquim, que nos primeiros dias de Fevereiro o Presidente da CM e eleitos das diversas forças políticas se vão reunir com o Ministro da Administração Interna para abordarem os problemas da insegurança crescente no nosso concelho, da falta de meios e de efectivos, bem como irão sensibilizar a tutela quanto à construção de um novo quartel para a GNR.
Não está escrito no pasquim mas eu sei e  fico satisfeito.
E porquê?
Porque, no passado, a oposição não sabia de protocolos nem de coisíssima nenhuma. E quando pedia documentos ao presidente Céu…ficava a vê-los por um canudo!
Fico ainda mais satisfeito porque a CDU está a fazer exactamente o que disse antes de ganhar as eleições: Contava com a colaboração de todos para resolver os problemas de Alpiarça!
Se fosse no tempo do Senhor Céu ou da sua apaniguada como seria?
Seria como sempre foi. Colaboração da oposição nunca!
Eu sou do tempo em que o feijão catarino custava 2,50$ e por isso lembro-me de uma proposta da CDU apresentada na A. Municipal, quando da onda de vandalismo que ocorreu em Alpiarça (já agora, o senhor Céu na altura disse que as autoridades estavam a investigar. Onde está a conclusão dessa investigação? Ou será que foi só um pretexto para a vitimização e para o referido senhor justificar a sua presença nas televisões, bem como o facto, inédito, de ter segurança pessoal? Porquê que esse senhor deixou de precisar dessa segurança a partir do momento em que abandonou a presidência da CM?).
Na altura, A CDU propôs que fosse pedida uma reunião Ministro da A. Interna e que nessa reunião estivessem representadas todas as forças políticas. Essa proposta foi recusada!
Sim, estou contente. A CDU é mesmo diferente, nas palavras e nos actos!
Há! Já me esquecia! Vou continuar a ver o que outros não querem ver. A mim não me atiram areia para os olhos…

domingo, 23 de janeiro de 2011

Candidato do PS e do BE é o grande derrotado em Alpiarça


2006
2011
Diferença
Cavaco
815
812
- 3
Alegre
1054
663
- 391
Alegre +Soares +Louçã +Garcia Pereira
1802

- 1139
F. Lopes
1498
1129
- 368 (comparado com J. Sousa em 2006)