terça-feira, 8 de março de 2011
Um Carnaval em grande!
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Carnaval 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
VIVA O dia INTERNACIONAL da MULHER 8 de Março
Dia 8 de Março dia internacional da MULHER, pela sua luta, pela igualdade no trabalho entre homens e mulheres, não a descriminação realizada e explorada pelo capitalismo.
O capitalismo aproveita esta crise para, ameaçando com a perda do posto de trabalho, retirar direitos, aumentar a exploração as desigualdades, as discriminações, e as injustiças sociais e tentar travar a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores em defesa dos seus direitos.
As políticas de classe do PS ao serviço dos grandes grupos económicos, com o apoio do PSD e CDS/PP, atingem fortemente os direitos das mulheres na mais grave ofensiva desde o 25 de Abril. Agravam a exploração e os ritmos de trabalho. Aumentam o desemprego e a precariedade. Fomentam os recibos verdes, os contratos a prazo, o trabalho sub-contratado, o trabalho não pago. Congelam admissões, salários e progressões na Administração Pública. Aumentam o horário de trabalho, situação altamente penalizadora para as mulheres que já trabalham em média 16 horas a mais por semana em apoio à família e à vida doméstica. Congelam as reformas e o conjunto das prestações sociais.
A igualdade na lei e na vida para as mulheres é impossível de alcançar no capitalismo, cuja base assenta na exploração, na injustiça e nas discriminações. Só a luta de massas pode levar a uma ruptura com estas políticas e garantir uma política de esquerda - a única que defende os interesses e direitos das mulheres e do povo.
Participa no 12 de Março nas comemorações
16H Paços do Concelho
21,30H salão dos Bombeiros e da Música
O capitalismo aproveita esta crise para, ameaçando com a perda do posto de trabalho, retirar direitos, aumentar a exploração as desigualdades, as discriminações, e as injustiças sociais e tentar travar a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores em defesa dos seus direitos.
As políticas de classe do PS ao serviço dos grandes grupos económicos, com o apoio do PSD e CDS/PP, atingem fortemente os direitos das mulheres na mais grave ofensiva desde o 25 de Abril. Agravam a exploração e os ritmos de trabalho. Aumentam o desemprego e a precariedade. Fomentam os recibos verdes, os contratos a prazo, o trabalho sub-contratado, o trabalho não pago. Congelam admissões, salários e progressões na Administração Pública. Aumentam o horário de trabalho, situação altamente penalizadora para as mulheres que já trabalham em média 16 horas a mais por semana em apoio à família e à vida doméstica. Congelam as reformas e o conjunto das prestações sociais.
A igualdade na lei e na vida para as mulheres é impossível de alcançar no capitalismo, cuja base assenta na exploração, na injustiça e nas discriminações. Só a luta de massas pode levar a uma ruptura com estas políticas e garantir uma política de esquerda - a única que defende os interesses e direitos das mulheres e do povo.
Participa no 12 de Março nas comemorações
16H Paços do Concelho
21,30H salão dos Bombeiros e da Música
Pavilhão do PCP encheu para comemorar o 90º Aniversário do PCP
Vereadores do PS estiveram a verificar os seguros
Na semana que passou os vereadores do PS solicitaram os esclarecimentos que consideraram necessários para verificarem em que situação se encontravam os seguros das viaturas do Município.
Espera-se com grande curiosidade o que vai agora ser dito pelo PS...
Vem aí um outro poema?
Como as coisas são diferentes hoje!
O Executivo CDU tem de facto uma prática completamente diferente da anterior gestão.
Hoje disponibiliza-se a informação, informa-se, discute-se com a oposição.
Assim é que é. não basta afirmar a diferença mas pratica-la!
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TOMAR PARTIDO
Tomar partido é irmos à raiz
do campo aceso da fraternidade
pois a razão dos pobres não se diz
mas conquista-se a golpes de vontade.
Cantaremos a força de um país
que pode ser a pátria da verdade
e a palavra mais alta que se diz
é a linda palavra liberdade.
Tomar partido é sermos como somos
é tirarmos de tudo quanto fomos
um exemplo um pássaro uma flor.
Tomar partido é ter inteligência
é sabermos em alma e consciência
que o Partido que temos é melhor.
José Carlos Ary dos Santos
Ao meu Partido
Deste-me a fraternidade com os desconhecidos.
Juntaste a mim a força de todos os que vivem.
Voltaste a dar-me a pátria como um nascimento.
Deste-me a liberdade que não tem quem está só.
Ensinaste-me a acender a bondade, como o lume.
Deste-me a rectidão de que precisa a árvore.
Ensinaste-me a ver a unidade e a diferença dos irmãos.
Mostraste-me como a dor de um ser morreu na vitória de todos.
Ensinaste-me a dormir na cama dura dos que são meus irmãos.
Fizeste-me construir sobre a realidade como sobre a rocha.
Fizeste-me inimigo do malvado e muro do colérico.
Fizeste-me ver a claridade do mundo e como é possível a alegria.
Fizeste-me indestrutível pois contigo não termino em mim próprio.
Pablo Neruda
Avante distribuído à moda antiga na noite do 90º Aniversário do PCP
Centenas de exemplares de uma réplica da primeira e da última página do Avante de Abril de 1974 (publicado clandestinamente) foram distribuídos na noite de Sábado para domingo, para assinalar os 90 anos do PCP:
Porquê que lhe estamos a fazer chegar este documento?
Porque no próximo domingo, 6 de Março, o Partido Comunista Português comemora o seu 90º aniversário e porque em Fevereiro deste ano o jornal Avante! Completou 80 anos.
Estamos a distribuir este material de porta em porta, á noite, tal como o fazíamos antes do 25 de Abril.
Talvez não saiba que antes do 25 de Abril muitas centenas de portugueses formam presos pelo facto de serem denunciados por distribuírem este jornal ou, pura e simplesmente por o terem na sua posse.
São muitos os Alpiarcenses que conheceram a prisão pelo facto de terem na sua posse exemplares do Avante!.
Durante o fascismo, o Avante! Foi o único jornal clandestino que noticiava aquilo que os outros jornais estavam impedidos de publicar.
As muitas lutas que tiveram lugar em Alpiarça antes do 25 de Abril, foram dadas a conhecer a todo o país através do Avante!.
Depois do 25 de Abril, o Avante! Continua a ser um instrumento indispensável para todos os que lutam e defendem os seus direitos, por uma vida melhor, por uma rotura com as políticas que levaram Portugal e os portugueses à difícil situação em que se encontram.
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O Avante!, Jornal do PCP, publica-se pela primeira vez em 15 de Fevereiro de 1931.
Apesar das dificuldades com que se confrontou nos primeiros anos, que obrigaram a várias interrupções, o Avante! Chegou a publicar-se semanalmente em 1937738, atingindo tiragens de 10000 exemplares.
Mas foi a partir de 1941, que a informação, a denúncia, o estímulo e a confiança, impressas em pequenas letras no finíssimo papel do Avante!, nunca deixaram de acompanhar os militantes do PCP, os trabalhadores e os antifascistas.
Desde Agosto de 1941 até Abril de 1974 (o número de que apresentamos a primeira e a última páginas) o Avante! Nunca interrompeu a sua publicação e, apesar da clandestinidade e da feroz repressão, foi sempre composto e impresso em Portugal, o que faz dele um exemplo único de um jornal clandestino á escala internacional.
As lutas do Povo de Alpiarça nas páginas do Avante!
►EM 24 de JULHO de 1944, 800 RENDEIROS DA QUINTA DA GOUCHA PROTESTAM CONTRA O NOVO REGIME FLORESTAL DO GOVERNO.
“Avante!”, VI Série, nº 59, Ago. 1944, P.1
►EM OUTUBRO DE 1944, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA EXIGEM NOVAS CONDIÇÕES DE TRABALHO.
“Avante!”, VI Série, nº 66, Nov. 1944, p. 2
►EM NOVENBRO DE 1944, AS POPULAÇÕES DE ALPIARÇA E DE ULMA – CHAMUSCA REBELAM-SE CONTRA O RACIONAMENTO E A FALTA DE AZEITE.
“Avante!”, VI Série, nº 66, Nov. 1944,p. 3
►EM 7, 8 E 9 DE MAIO DE 1945, AS POPULAÇÕES DE ALMEIRIM, ALPIARÇA E SANTARÉM, VITORIAM A DERROTA DA ALEMANHA NAZI, CLAMANDO POR DEMOCRACIA, ELEIÇÕES LIVRES E A LIBERTAÇÃO DOS PRESOS POLÍTICOS.
“Avante!”, VI Série, nº 78, Jun. 1945, p. 1
►EM JULHO-AGOSTO DE 1945, OS TRABALHADORES DE ALPIARÇA, VALE DE FIGUEIRA E ALCANHÕES, EM SANTARÉM, ELEGEM AS SUAS COMISSÕES E EXIGEM TRABALHO NAS RESPECTIVAS CASAS DO POVO.
“Avante!”, VI Série, nº 81, Out. 1945, p. 2
►EM 27 DE JUNHO DE 1949, MAIS DE 100 OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA, CONCENTRAM-SE JUNTO À CÂMARA MUNICIPAL, PROTESTANDO CONTRA O DESEMPREGO.
“O Camponês”, Ano III, nº 27, Jul. 1949, p. 2
►EM 4, 5 E 6 DE JUNHO DE 1950, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA RESISTEM NA PRAÇA DE JORNA, LUTANDO POR AUMENTO DE SALÁRIO. A GNR ESPANCA ALGUMAS MULHERES E ABRE FOGO SOBRE OS MANIFESTANTES, TENDO SIDO ASSASSINADO O OPERÁRIO AGRÍCOLA ALFREDO LIMA. EM SINAL DE LUTO OS TRABALHADORES ENTRAM EM GREVE.
“Avante!”, VI Série, nº 150, Ago. 1950, p. 1
►EM 27 DE JUNHO DE 1952, A DIRECÇÃO DO CLUBE “OS ÁGUIAS” DE ALPIARÇA, ACOMPANHADA EM MASSA PELA POPULAÇÃO, MANIFESTA-SE NA CÂMARA, EM PROTESTO CONTRA AS PROVOCAÇÕES FASCISTAS.
“Avante!”, VI Série, nº 170, Ago. 1952, p. 4
►EM MEADOS DE JULHO DE 1952, 200 OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA CONCENTRAM-SE EM FRENTE À RESIDÊNCIA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, PROTESTANDO CONTRA O DESEMPREGO E EXIGINDO TRABALHO.
“Avante!”, VI Série, nº 171, Out. 1952, p. 2
►NO VERÃO DE 1952, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA, ALMEIRIM E SAMORA CORREIA, LIDERADOS PELAS RESPECTIVAS COMISSÕES, CONSEGUEM AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 170, Ago. 1952, p. 1 e 2
►EM 1953, CERCA DE 40 TRABALHADORES RURAIS DE UM RANCHO DE ALPIARÇA RECUSARAM INICIAR A ACTIVIDADE AO NASCER DO SOL, IMPONDO AO PATRÃO AS CONDIÇÕES ANTERIORES.
“Avante!”, VI Série, nº 174, Jan. 1953, p. 3
►EM SETEMBRO DE 1954, OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DESEMPREGADOS CONCENTRAN-SE NA CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA, EXIGINDO TRABALHO.
“Avante!”, p. 3
►EM MAIO-JUNHO DE 1955, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DO SUL, UNIDOS EM PRAÇAS DE JORNAS, EXIGEM E CONQUISTAM AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 202, Jul. 1955, p. 3
►EM 1956, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA EFECTUARAM UMA GREVE DE TRÊS DIAS POR AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 216, Jul. 1956, p. 2
►ENTRE 5 E 7 DE FEVEREIRO DE 1956, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA ENTRAM EM GREVE, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 211 Fev-Mar. 1956, p. 3
►EM ABRIL DE 1956, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA CONCENTRAM-SE NA CÂMARA MUNICIPAL, EXIGINDO TRABALHO E PROTESTANDO CONTRA O DESEMPREGO.
“Avante!”, VI Série, nº 213, Maio 1956, p. 2
►EM MAIO DE 1956, AS MULHERES DE ALPIARÇA RECOLHEM 200 ASSINATURAS PARA UMA EXPOSIÇÃO CONTRA A CARESTIA DE VIDA.
“Avante!”, VI Série, nº 214, Jun. 1956, p. 1
►EM JANEIRO E FEVEREIRO DE 1958, OS TRABALHADORES RURAIS DE ALPIARÇA FAZEM DIVERSAS CONCENTRAÇÕES, LUTANDO POR AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 252, Abr. 1958, p. 2
►EM 23 DE JUNHO DE 1958, OS OPERÁRIOS E CAMPONESES DE ALPIARÇA FAZEM GREVE COMO PROTESTO A BURLA ELEITORAL.
“Avante!”, VI Série, nº 258, Jul. 1958, p. 2
►EM NOVEMBRO DE 1958, DOIS RANCHOS DE MULHERES DE ALPIARÇA, QUE ANDAM NA APANHA DA AZEITONA, FAZEM GREVE, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 267, Nov. 1958, p. 3
►EM 7 E 8 DE DEZEMBRO DE 1958, CERCA DE 70 TRABALHADORES RURAIS DE ALPIARÇA, ORGANIZADOS NA PRAÇA DE JORNA, FZEM GREVE POR AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 269, Jan. 1959, p. 3
►EM 4 DE JANEIRO DE 1959, 300 ASSALARIADOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA CONCENTRAM-SE NA PRAÇA DE JORNA, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO. RECUSAM-SE A TRABALHAR ENQUANTO NÃO FOR SATISFEITA ESTA REIVINDICAÇÃO.
“Avante!”, VI Série, nº 271, Fev. 1959, p. 1
►EM 23, 29 E 30 DE ABRIL DE 1959, CENTENAS DE TRABALHADORES RURAIS CONCENTRAM-SE NA CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA, NA PRAÇA DE JORNA E NA CASA DO PRESIDENTE DA CÂMARA, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 276, Maio 1959, p. 2
►EM 3 E 10 DE MAIO DE 1959, CENTENAS DE TRABALHADORES RURAIS DE ALPIARÇA CONCENTRAM-SE NA PRAÇA DE JORNA E DECLARAM-SEEM GREVE, RECLAMANDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 277, Maio 1959, p. 1
►EM OUTUBRO DE 1959, 100 OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DESEMPREGADOS DE ALPIARÇA CONCENTRAM-SE JUNTO DA CÂMARA MUNICIPAL, EXIGINDO TRABALHO.
“O Camponês”, Ano XIII, nº 70, Out./Nov. 1959, p. 2
►EM ABRIL DE 1960, CERCE DE 600 ASSALARIADOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA, ORGANIZADOS NA PRAÇA DE JORNA, FAZEM GREVE DDURANTE 3 DIAS, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 289, Maio 1960, p. 3
►EM JUNHO DE 1960, 50 PEDREIROS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DE ALPIARÇA FAZEM GREVE, RECLAMENDO AUMENTO DE SALÁRIO.
►EM SETEMBRO DE 1960, OS TRABALHADORES RURAIS DE ALPIARÇA FAZEM GREVE DURANTE TRÊS DIAS, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“O Camponês”, Ano XIV, nº 81, Nov. 1960, p. 1
►EM JANEIRO DE 1961, CENTENAS DE OPERÁRIOS E OPERÁRIAS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA FAZEM GREVE, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO E ALTERAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO.
“Avante!”, VI Série, nº 296, Jan. 1961, p. 3
►EM 13 E 14 DE OUTUBRO DE 1961, OS TRABALHADORES AGRÍCOLAS E INDUSTRIAIS DE ALPIARÇA FAZEM GREVE GERAL, EM SINAL DE PROTESTO CONTRA A REPRESSÃO.
“Avante!”, VI Série, nº 310, Nov. 1961, p. 6
►EM 22 DE OUTUBRO DE 1961, DEZENAS DE PESSOAS DE ALPIARÇA CONCENTRAM-SE NA CÂMARA MUNICIPAL, PROTESTANTO CONTRA A REPRESSÃO NO REGIME FASCISTA.
“Avante!”, VI Série, nº 310, Nov. 1961, p. 3
►EM 4 DE NOVEMBRO DE 1961, 3.000 PESSOAS DE ALPIARÇA CONCENTRAM-SE NA CÂMARA MUNICIPAL E RECORREM A GREVE GERAL, QUE SE PROLONGOU POR 4 DIAS, CONTRA A REPRESSÃO.
“Avante!”, VI Série, nº 310, Nov. 1961, p. 3
►EM 31 DE MARÇO DE 1962, OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA DECIDEM PARALISAR, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 316, Maio 1962, p. 3
►EM 8 DE MAIO DE 1962, EM ALPIARÇA, OS TRABALHADORES RURAIS FAZEM GREVE COMO FORMA DE PROTESTO CONTRA A POLÍTICA DO REGIME FASCISTA.
“Avante!”, VI Série, nº 318, Jun. 1962, p. 2
►EM 26 DE JANEIRO DE 1964, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA, ENTRAM EM GREVE, EXIGINDO NOVO AUMENTO DE SALÁRIO. EM FACE DA RECUSA DOS AGRÁRIOS DIRIGEM-SE EM MANIGESTAÇÃO À CÂMARA MUMICIPAL, EXIGINDO DO PRESIDENTE A GARANTIA DE QUE AS SUAS REIVINDICAÇÕES SERÃO SATISFEITAS.
“Avante!”, VI Série, nº 342, Maio 1964, p. 1
►EM 1 DE MAIO DE 1965, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS E DA CONSTRUÇÃO CIVIL DE ALPIARÇA FAZEM GREVE COMEMORANDO O DIA DO TRABALHADOR.
“Avante!”, VI Série, nº 355, Maio 1965, p. 2
►EM AGOSTO DE 1965, AS MULHERES DE ALPIARÇA FAZEM UMA CONCENTRAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPAL, PROTESTANDO CONTRA O DESEMPREGO E EXIGINDO TRABALHO.
“Avante!”, VI Série, nº 359, Set. 1965, p. 4
►EM MAIO DE 1967, NO PERÍODO DAS CEIFAS, OS TRABALHADORES DE ALPIARÇA FAZEM GREVE, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 383, Out. 1967, p. 3
►EM 1 DE MAIO DE 1967, OS TRBALHADORES AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA FAZEM GREVE COMEMORATIVA DO 1º DE MAIO.
“Avante!”, VI Série, nº 378, Maio 1967, p. 3
►EM DEZEMBRO DE 1968, OS ASSALARIADOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA FAZEM TRÊS DIAS DE GREVE POR AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 402, Maio 1969, p. 2
►DE 20 A 26 DE ABRIL DE 1969, OS OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DA REGIÃO DE ALPIARÇA FAZEM GREVE POR AUMENTO DE SALÁRIO E 8 HORAS DE TRABALHO.
“Avante!”, VI Série, nº 403, Jun. 1969, p. 3
►EM 1 DE MAIO DE 1971, A POPULAÇÃO DE ALPIARÇA FAZ UMA GREVE COMEMORATIVA DO DIA DO TRABALHADOR.
►EM 5 DE NOVEMBRO DE 1972, UMA PARTE DOS ASSALARIADOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA RECUSA TRABALHAR POR MENOS DE 100$00 A JORNA.
“Avante!”, VI Série, nº 449, Jan. 1973, p. 3
►DE 19 A 29 DE NOVEMBRO DE 1972, 600 OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA DECLARAM-SE EM GREVE.
►EM 8 DE MARÇO DE 1973, AS OPERÁRIAS AGRÍCOLAS E OUTRAS TRABALHADORAS DE ALPIARÇA COMEMORAM O DIA INTERNACIONAL DA MULHER COM UMA GREVE GERAL.
“Avante!”, VI Série, nº 453, Maio 1973, p. 1
►EM JULHO DE 1973, 60 SEAREIROS DE ALPIARÇA ELABORAM UMA EXPOSIÇÃO AO GREMIO DA LAVOURA, ONDE SE CONCENTRAM, REIVINDICANDO INDEMNIZAÇÕES PELOS PREJUIZOS CAUSADOS PELAS TREVOADAS NOS MELOAIS.
“A Terra”, S. 2, nº 31, Nov. 1973
►DE 10 A 17 DE SETEMBRO DE 1973, 250 OPERÁRIAS AGRÍCOLAS DE ALPIARÇA, EM CONCENTRAÇÃO E UNIDAS EM PRAÇA DE JORNA, DECLARAM-SE EM GREVE EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO PARA AS VINDIMAS.
“Avante!”, VI Série, nº 458, Out. 1973, p. 1
►DE 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 1973, 6.000 TRABALHADORES RURAIS DOS CONCELHOS DE ALPIARÇA E ALMEIRIM FAZEM GREVE, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 461, Jan. 1974, p. 4
►EM MARÇO DE 1974, OS TRACTORISTAS DO CONCELHO DE ALPIARÇA FAZEM UM ABAIXO-ASSINADO, EXIGINDO AUMENTO DE SALÁRIO.
“Avante!”, VI Série, nº 463, Mar. 1974, p. 3
sexta-feira, 4 de março de 2011
Porque ficam tão nervosos?
Na anterior reunião da Assembleia municipal, no Período de Intervenção do Público, Raul Figueiredo fez uma intervenção que aqui se transcreve com base na acta.
Interveio o munícipe Raul Figueiredo que entendeu, depois de 13 anos de silêncio, que seria agora altura de falar sobre a sua experiência enquanto Presidente da Câmara, sobre os termos em que se deu a mudança para a gestão socialista em 1998, e principalmente sobre os anos subsequentes enquanto vereador na oposição. Recordou o munícipe a sessão pública de 5 de Janeiro de 1998, em que se protagonizou a tomada de posse do Executivo que lhe iria suceder, toda ela conduzida em tom provocador sob os seus esforços para não reagir e manter a dignidade que o momento exigia. Evocou também as semanas que se lhe seguiram, dias vividos de forma eufórica e no mesmo tom de provocação, e cujo único assunto em discussão era a dívida deixada pela gestão comunista, dívida essa, aliás, fortemente empolada. O munícipe considera que essas acusações revelam uma grande desonestidade por parte de quem ainda hoje as tece, mesmo depois de se comprovar que a dívida, tal como a descreviam, era artificial e que só não foi negociada com a Caixa Geral de Depósitos porque a CGD não mostrou vontade política para o fazer.
Entretanto, o munícipe assumiu a sua responsabilidade enquanto Vereador da oposição, tendo passado o ano de 1998 sujeito a provocações e calúnias sistemáticas. Lembrou o munícipe que chegou inclusivamente a receber ameaças de agressão física em plena reunião de Câmara [não consigo ter a certeza se ele disse reunião de Câmara] porque disse que o Presidente da altura não estava a dizer a verdade a propósito de um contrato que a gestão CDU teria assinado com um artista. As acusações de que era alvo resultaram em alguns processos de tribunal que acabaram arquivados por falta de provas, sendo que os encargos financeiros com a defesa do munícipe foram suportados pelo próprio munícipe e pela CDU.
O munícipe lembrou ainda a acusação que lhe era dirigida de que tinha desviado 40 mil contos da Câmara para seu próprio usufruto a propósito dos lotes do Frade de Cima, bem como a calúnia que o dava como doido. Sendo assim, não é por acaso, considera o munícipe, que as actas de 1998 foram e continuam, ao que julga, ocultadas, a fim de esconder o clima de crispação e confrontação que se vivia.
Entretanto, entrou-se noutra fase: a Câmara tinha que fazer obras e o PS não tinha projectos, pelo que foi buscar os projectos que a CDU tinha deixado. Nessa altura a CDU fez um comunicado em que explicava de que maneira a Câmara PS estava a aproveitar como seus os projectos que a CDU tinha aprovado e para os quais tinha, inclusivamente, assegurado já financiamento. Acontece que esse comunicado foi boicotado pelos correios por ordem expressa do Presidente de então.
O munícipe afirmou em seguida ter algumas recordações da gestão PS e da alegada oportunidade e acerto de muita da obra que foi feita em Alpiarça. Referiu-se em concreto ao parque subterrâneo onde se gastaram 500 mil contos e que hoje está praticamente ao abandono; referiu-se à rotunda com fonte cibernética que custou cerca de 70 mil contos e que raramente funcionou; referiu-se ao percurso da barragem, que entretanto desapareceu; referiu-se à empreitada das Piscinas Municipais, que tinha sido adjudicada por administração directa, e que depois, aquando da tomada de posse do executivo PS, foi interrompida e passou para empreitada externa, com agravamento do preço em mais de 50%; referiu-se a um projecto de arranjos exteriores, na ordem dos 70 mil contos, que tinha uma barreira de luz de tal maneira intensa que não deixava ver nada para além dessa cortina, pelo que só trabalhou raras vezes, tendo sido depois desligada; referiu-se ao arrelvamento do campo de futebol, que passado uns tempos estava impraticável por falta de manutenção; referiu-se ainda à Reserva Zoológica, projecto de interesse local, regional e até nacional, por onde estavam a passar centenas de jovens e de professores que viam no local um bom potencial pedagógico, e que foi substituído pela Reserva do Cavalo do Sorraia, projecto que serve apenas meia dúzia de pessoas interessadas; referiu-se à destruição do museu etnográfico; referiu-se à degradação do parque de campismo, alimentada pela conflitualidade com o concessionário dessa infra-estrutura; referiu-se também ao passeio pedonal junto à Vala, uma obra deficiente onde aparentemente não houve fiscalização e com a qual se gastaram milhões de euros; referiu-se ao restaurante do Sorraia, que serve a instituição liderada por uma familiar do Presidente da altura; referiu-se à destruição da AgroAlpiarça e da entrega do Alto Castelo a uma família a troco da assistência técnica ao Cavalo do Sorraia; e referiu-se por fim aos projectos de urbanismo aberrantes tais como o edifício junto ao mercado, os edifícios junto ao Largo Vasco da Gama que descaracterizam o local, ou os blocos de apartamentos em condomínio privado no Frade de Baixo.
Sobre o ambiente que se viveu nessa altura, o munícipe evocou o estado permanente de conflitualidade com os munícipes. Se alguém proferisse expressões de desagrado em relação à conduta do Presidente, imediatamente havia alguém que, numa atitude pidesca, lhe ligava para o telemóvel a fim de denunciar o prevaricador e logo o Presidente o punha em tribunal por difamação. Outros exemplos evocados para ilustração desta acusação são os processos em tribunal instaurados contra alguns funcionários da autarquia, bem como a perseguição que foi encetada a forças políticas como a CDU.
Para o munícipe, o que caracterizou a gestão PS à frente dos destinos da Autarquia foi a sua opção pelo despesismo e uma atitude de novo-riquismo. A título de exemplo, o munícipe referiu-se aos três automóveis, alguns de alta cilindrada, comprados em dois mandatos. Desta forma, o munícipe acusou o Executivo PS de confundir os interesses públicos e os interesses privados, recordando ainda outro exemplo que diz respeito ao terreno confinante com o jardim municipal, que a CDU pretendia aproveitar para fazer uma expansão do jardim, mas que o PS destinou a construção através da viabilização de um projecto que entrou na Câmara.
Outros exemplos da gestão danosa do Partido Socialista encontrou-os o munícipe ao nível do esquecimento da Semana da Juventude por parte da Vereadora do Desporto e da Juventude à época, ao nível da manipulação de relatórios e contas ou da contratação de um director para a Casa dos Patudos para ser despedido pouco tempo depois.
O munícipe falou também da “revista cor-de-rosa” publicada no fim do último mandato pela Presidente da Câmara de então, que se fez representar em mais de 30 fotos. Referiu igualmente as promessas que nunca foram cumpridas, como por exemplo o Resort Turístico a ser implantado em terrenos de José Relvas, o Hotel a ser construído na zona da barragem, que chegou inclusivamente a ter maqueta, a recuperação da Aldeia do Patacão ou a ligação do Largo Vasco da Gama à Vala Real.
O munícipe alertou em seguida para a ironia do slogan escolhido por essa gestão – Vila Tranquila –, slogan que veio servir a única terra do país cujo Presidente tinha dois guarda-costas em permanência.
Foi por tudo isto que o munícipe afirmou ter saudades do clima de diálogo e entendimento com os vereadores do PS na Câmara Municipal, Vítor Castro e Sérgio Santos, nos tempos em que era Presidente; do carinho demonstrado pelos trabalhadores em geral para com o Executivo Camarário; e das assembleias municipais em que o respeito e a elevação do comportamento eram a nota dominante.
Por último, o munícipe não quis deixar passar a oportunidade para dirigir um agradecimento à população de Alpiarça pela confiança que depositaram na CDU, e afirmar olhos nos olhos que não guarda ressentimento nem ódio a ninguém.
Na reunião de 25 de Fevereiro, a Deputada e Doutora Graciete Brito desceu ao seu nível habitual para caluniar o cidadão Raul Figueiredo. No final teve a resposta pelo próprio, uma vez mais.
Oportunamente publicaremos essa intervenção.
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Raul Figueiredo
quinta-feira, 3 de março de 2011
E fez-se silêncio…
O despesismo do actual Executivo Municipal e do seu Gabinete de Apoio tem sido tema recorrente nas reuniões da Assembleia Municipal de Alpiarça.
Da bancada do PS tem sido sucessivas as afirmações de que “Este Executivo é aquele que tem mais despesas com assessoria política. (F. Ramalho).
Na reunião do passado dia 25 de Fevereiro, o Presidente da CM teve oportunidade de divulgar alguns números que provam exactamente o contrário:
Ajudas de custo
2006 foi o ano com mais gastos (3.417,34 €)
Em 2010 o valor desta rubrica foi de 314,03 €.
Comunicações
2009 foi o ano com mais gastos (6.507,30 €)
Em 2011 o valor desta rubrica foi de 1.434,00 €.
Combustível
2008 foi o ano com mais gastos (4.852,68€)
Em 2010 o valor desta rubrica foi de 1.876,07 €.
Vencimentos do Gabinete de Apoio
2009 foi o ano com mais gastos (119.046,74€)
Em 2010 o valor desta rubrica foi de 101.359,05€, ou seja menos 17.687,69€ (-14,86%) que no último ano da gestão PS!
É importante referir que em todas as rubricas, entre 2005 e 2010, o actual Executivo é aquele que menos gasta!
Contra factos…
O Presidente afirmou ainda que dispõe de outros números que atestam ainda mais o que ali foi afirmado!
E fez-se um silêncio tão silencioso…
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quarta-feira, 2 de março de 2011
O Executivo da CDU ainda não provou aos vereadores do PS que os seguros foram pagos
Sem mais nem menos, um blogue cá do burgo apresenta este título com letras bem gordinhas.
E quais são os factos (de que deveriam ser feitas as notícias…):
1. - O PS fez publicar no referido blogue um Poema que levava as pessoas a pensarem que as viaturas da CM andavam a circular sem seguro.
2. - O referido poema ia ainda mais longe: Dava a entender que os motoristas poderiam vir a ser responsabilizados e que os pais das criancinhas andavam alarmados…
3. - Na CM, o Presidente esclareceu que se tratava de uma acusação falsa e que exigia por parte do PS uma rectificação. Disse ainda que os eleitos têm toda a facilidade em obter uma informação desta natureza. “É só solicitarem”
4. - Os vereadores do PS nada questionaram, nem solicitaram qualquer informação complementar.
5. - Na mesma reunião o vereador Garrotes disse, segundo o Mirante, que tinha sabido do comunicado há horas, pelo que não iria comentar. Disse ainda que “se tivesse alguma dúvida nessa matéria teria questionado o assunto nas reuniões de Câmara.”
6. - O PS emitiu um comunicado onde deu o dito por não dito.
7. - Na Assembleia Municipal de 25 de Fevereiro quem questionou o Executivo Municipal foi o eleito da CDU Celestino Brasileiro.
Ni Ninguém do PS falou sobre este assunto.
8. - O Presidente da CM voltou a reafirmar o que já tinha dito anteriormente.
Conclusão do Sr. JÁ: O Executivo da CDU ainda não provou aos vereadores do PS que os seguros foram pagos!
Parece que há quem pense que o pasquim do Sr. JÁ devia acabar. Nós não. Uma anedotazinha sempre vai animando a rapaziada…
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Pérolas do "jornalismo" da nossa terra
Para quando a valorização da “Praça de Jornas”?
A conclusão final do Largo Vasco da Gama está por concluir e segundo conseguimos apurar não será nos próximos tempos executada as obras finais.
…/…
A falta de dignificação e conclusão da “Praça Velha” ainda acaba por não enobrecer quem se comprometeu perante os eleitores em concluir este espaço que está carregado de um enorme significado para os alpiarcenses
(Outubro de 2010)
O jornalista deu espaço a comentários sucessivos de uma moradora, acompanhados das respectivas fotos.
A indignação era mais que muita!
As plantas a secarem, a obra nunca mais acabava…
A obra terminou e o dito cujo não deu por isso… nem se deu ao trabalho de corrigir mais uma inverdadezita: "segundo conseguimos apurar não será nos próximos tempos executada as obras finais"?
Isto é que é informar!
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terça-feira, 1 de março de 2011
Nos 90 anos do PCP - apontamentos da luta dos comunistas e do Povo de Alpiarça (4) - O Dia Internacional da Mulher
►EM 8 DE MARÇO DE 1973, AS OPERÁRIAS AGRÍCOLAS E OUTRAS TRABALHADORAS DE ALPIARÇA COMEMORAM O DIA INTERNACIONAL DA MULHER COM UMA GREVE GERAL.
Fonte: “Avante!”, VI Série, nº 453, Maio 1973, p. 1
O Dia Internacional da Mulher
O dia 8 de Março, comemorado pelas mulheres de todo o mundo, foi assinado em Portugal pela realização de colóquios.
Mas foi sem dúvida em Alpiarça que a jornada adquiriu a sua expressão mais elevada. As camponesas de Alpiarça e outras trabalhadoras da vila, entre elas as costureiras, comemoraram o 8 de Março com uma greve geral. Numa magnífica demonstração de solidariedade, os camponeses e operários da construção civil entraram também na greve. A mobilização para a greve foi feita através dum documento assinado por um grupo de camponeses.
Foi marcada uma romagem de saudade e homenagem à campa de Maria Albertina (militante comunista que morreu na clandestinidade) que foi impedida pela intervenção das forças repressivas. À hora da romagem 4 guardas da G.N.R. comandados por um tenente, de metralhadora aperrada guardavam a entrada do cemitério, enquanto vários “jeeps” e cavalaria de Santarém e Chamusca e um com pides patrulhavam as ruas da vila. Apesar de todo este aparato, as mulheres de Alpiarça não se intimidaram e dirigiram-se ao cemitério com ramos de flores. Sendo impedidas de entrar pela violência dos G.N.R.
Durante o dia, o povo veio para a rua, desprezando a intimidação, dando um ar festivo à vila.
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