quarta-feira, 14 de julho de 2010

Os cães mordem…e a caravana passa!


Nesta terra há de tudo!
Temos um bruxo, temos uma senhora que tira, de borla, as dores do corpo e outras maleitas…

Só falta termos um polvo que adivinha tudo…
E temos quem julgue que baralha a CDU e os seus eleitos com base em comentários publicados no tal blogue da liberdade de informação…
Primeiro era o Mário Fernando que não mandava nada na Câmara. Quem mandava em vez dele era um presidente fantasma: O Partido;
Depois foram os elogios ao Presidente da Assembleia Dr. Mário Santiago, em contraponto a algumas bicadas nos vereadores da CDU;
Agora, de repente, o Mário Santiago passou a ser o mau da fita e, pasme-se, os leitores que têm assistido às reuniões da Assembleia Municipal (será que assistem mesmo á AM de Alpiarça? Não estarão a confundir com o Entroncamento ou com Torres Novas?), até vêm sugerir que o Presidente da AM seja substituído pelo Celestino Brasileiro!
Os mesmos que criticam tão duramente o Mário Santiago, são os mesmos que afirmam com toda a limpeza que os eleitos do PS – Dra. Graciete Brito e Ramalho – têm tido uma conduta no mínimo exemplar!
Como isto JÁ começa a cheirar mal, um dia destes chateio-me e publico as gravações que fiz das AM!
Toda esta campanha tem dois objectivos:
Primeiro: Criar problemas e polémicas artificiais para que o produto tenha saída no tal blogue.
Por mim deixo-o a falar e a comentar sozinho…
Segundo: Introduzir manobras de diversão entre a CDU, os seus eleitos e apoiantes, com o objectivo de os fazer desviar do que é essencial: Resolver os graves problemas herdados por uma gestão desastrosa e irresponsável.
Pela nossa parte…os cães mordem e a caravana passa!

Câmara Municipal reuniu com a população do Casalinho

A Câmara Municipal de Alpiarça realizou no dia 12 de Julho, pelas 21,30 horas, no Salão do Centro Popular de Cultura e Recreio do Casalinho, uma reunião aberta à população do Casalinho.

Esta reunião tinha como objectivo auscultar o interesse e a posição dos pais e da população relativamente à intenção, por parte do Governo PS, da suspensão do funcionamento da Escola EB1 do Casalinho e a consequente mudança dos alunos para a EB1 de Alpiarça.

A reunião, que contou com a presença de 19 pessoas, decorreu em ambiente de discussão e participação sobre o assunto que neste momento as preocupa relativamente ao próximo ano lectivo dos seus filhos.

Das muitas opiniões que surgiram, os encarregados de educação concluíram que, para além do papel importante que a Câmara Municipal tem a desempenhar neste processo, também eles, em particular, e a população do Casalinho, em geral, deveriam ser envolvidos, em contestação desta medida governamental.

Assim, decidiram efectuar um abaixo-assinado e, logo, pela manhã do dia 13 de Julho, distribuir o documento pelo maior número de pessoas, para ser enviado à Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), a fim de ser entregue ao Ministério da Educação.

terça-feira, 13 de julho de 2010

PCP promove acção contra as portagens na A23



Não ás portagens na A23!
O governo do PS com o apoio do PSD, prepara-se para introduzir portagens na A23.

A A23 atravessa os Distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Santarém, ligando a Guarda (nó da A25) a Torres Novas (nó da A1). Esta via, com uma extensão de 217 km é estruturante na rede rodoviária portuguesa.
A A23 assegura uma ligação estratégica nacional, na sua vertente transfronteiriça - pois é reconhecidamente uma das principais vias da exportação de produtos e mercadorias para Espanha e para a Europa - mas também regional - entre o litoral e o interior - com particular impacto no Norte do Distrito de Santarém, abrangendo e servindo os concelhos de Torres Novas, Alcanena, Entroncamento, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Sardoal, Ourém, Abrantes, Mação e outros limítrofes.

Não há vias alternativas à A23

Os troços de Estradas Nacionais e as vias municipais existentes, quase todos em péssimo estado, não asseguram uma alternativa à A23, nem estabelecem uma ligação eficaz entre os municípios Abrangidos.
As vias tidas como alternativas são hoje inexistentes, ou seja, são piores do que as que existiam antes da sua criação, na medida em que há muito se transformaram em arruamentos urbanos repletos de constrangimentos (rotundas, passadeiras, semáforos, cruzamentos, zonas comerciais, etc.) que põem em causa o direito à mobilidade das populações, sendo que muitos destes troços são hoje da responsabilidade dos Municípios.
Só o entendimento PS/PSD, na sequência do desmantelamento dos serviços públicos, justifica as escolhas políticas da introdução de portagens na A23.
A implementação de portagens na A23 prejudica a coesão territorial e vai acelerar os fenómenos de êxodo das populações do interior para o litoral.
A implementação de portagens nas SCUT’s, de um modo geral, e em particular na A23, agravará a crise económica e social, que comprovadamente afecta a nossa região face às repercussões nas micro, pequenas e médias empresas e no tecido social que delas depende. A introdução de portagens afectará a sua competitividade, introduzindo mais efeitos perversos nos custos , ao mesmo tempo que contribuirá para um ainda maior desemprego e para o crescente envelhecimento das populações .
Afectará ainda a mobilidade que a região tem como necessária e fundamental para o seu desenvolvimento e integração solidária da sua população.
A implementação de portagens nas SCUT’s terá consequências directas na sinistralidade rodoviária, na poluição ambiental, nos níveis de stress, no bem-estar e na saúde das populações.

Não são todos iguais!

O PCP sublinha o silêncio dos deputados do PS e do PSD eleitos pelo distrito de Santarém e lembra as declarações feitas no passado por representantes destes partidos, manifestando a sua oposição à introdução de portagens na A23!

Quem cala, consente! Lutar, vale sempre a pena!

O PCP, ao mesmo tempo que manifesta a sua total oposição à introdução de portagens na A23, apela aos cidadãos para que manifestem a sua oposição aos propósitos do PS e do PSD, na certeza de que estarão a contribuir para o desenvolvimento económico e social da Região e do País.






Julho de 2010
A Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Impostos pagos pela Banca em 2009 são um escândalo nacional



Num período em que tão graves e pesados sacrifícios estão a ser exigidos aos trabalhadores e ao Povo português, a divulgação pela Associação Portuguesa de Bancos de uma quebra de 40% dos impostos pagos pelo sector em 2009, ainda que se trate de dados parciais, são um verdadeiro escândalo nacional.
Uma quebra no pagamento de impostos e nas receitas arrecadadas pelo Estado que resultam não de uma diminuição proporcional dos lucros obtidos ou da actividade realizada pelos bancos, mas da utilização de um enquadramento fiscal feito à sua medida. Tal facto vem confirmar que na origem do chamado défice das contas públicas que o Governo PS e o PSD invocam para impor um violento ataque ao Povo português estão, não os salários, o investimento público ou as insuficientes prestações sociais, mas o verdadeiro escândalo que são os baixos impostos pagos pelos grupos económicos e pelo capital financeiro, cujos lucros continuam a crescer.
O que esta divulgação vem tornar ainda mais evidente é a opção do Governo PS e do PSD pelos grupos económicos e pelo capital financeiro. Uma opção que, expressando-se nos benefícios e apoios fiscais concedidos à banca, ou nos apoios directos dados pelo Estado como foi o caso do BPN e BPP – onde foram consumidos mais de 5 mil milhões de euros de recursos públicos – tem como objectivo ir mais longe na retirada de direitos aos trabalhadores e ao Povo, não para resolver os problemas das contas públicas ou do país, mas para acentuar injustiças e agravar a exploração.
O anúncio de que em breve começarão a subir novamente os spreads nos empréstimos concedidos a mais de 2 milhões de famílias, particularmente os que estão ligados à habitação, e que se irão reflectir num maior agravamento nas já difíceis condições de vida do nosso Povo, testemunham o caminho de rapina que os grupos económicos estão a percorrer no nosso país.
Perante esta situação, o PCP considera inaceitável o silêncio comprometido do Governo PS e do PSD, assim como a recusa destes partidos em impor à banca a obrigatoriedade de pagamento de uma taxa efectiva de IRC de 25%, conforme temos vindo insistentemente a propor.
O PCP, ao mesmo tempo que não deixará de confrontar o Governo PS e o PSD com este escândalo, (já amanhã, aquando da presença do Ministro das Finanças na Assembleia da República), apela aos trabalhadores e ao Povo português para que intensifiquem o seu protesto, a sua indignação e luta por uma ruptura com esta política.

Câmara Municipal vai reunir com a população do casalinho

Cresce a contestação ás portagens na A23


Moção aprovada na assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo por unanimidade. Resultou da fusão da aprovação de três apresentadas por CDU, PSD e deputado independente.



Considerando que:

de acordo com o Plano Rodoviário Nacional a “A23 – Auto Estrada da Beira Interior” atravessa os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Santarém, ligando a Guarda (nó da A25) a Torres Novas (nó da A1) e que esta auto-estrada, com uma extensão de 217 km, é a 3ª maior auto-estrada do país e é considerada estruturante na rede rodoviária portuguesa. De acordo com o contrato de concessão, promovido pelo Governo, a sua exploração em regime de SCUT (sem custos para o utilizador) liga Abrantes à Guarda em 178 km de auto-estrada.

a A23 assegura uma ligação estratégica nacional, na sua vertente transfronteiriça - pois é reconhecidamente uma das principais vias da exportação de produtos e mercadorias para Espanha e para a Europa - mas também regional - entre o litoral e o interior - com particular impacto na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), abrangendo e servindo os concelhos de Torres Novas, Alcanena, Entroncamento, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Sardoal, Ourém, Abrantes e Mação.

As empresas e os cidadãos estão confrontados com a ausência de alternativas. Neste caso é mesmo a não-existência de potencial de circulação entre os municípios abrangidos. Há troços de estradas nacionais, há partes de vias municipais, mas em nenhum dos casos há continuidade ou serviço que faça a ligação que hoje a A23 estabelece entre estes municípios.

As vias tidas como alternativas são hoje inexistentes, ou seja, são piores do que as que existiam antes da sua criação, na medida em que há muito se transformaram em arruamentos urbanos repletos de constrangimentos (rotundas, passadeiras, semáforos, cruzamentos, zonas comerciais, etc.) que põem em causa o direito à mobilidade das populações, sendo que muitos destes troços são hoje da responsabilidade dos Municípios.

Não há qualquer justificação técnica ou política que possa promover a introdução de portagens neste troço da A23 (que corresponde ao antigo IP6) porque só a partir da localização de Abrantes/Mação se inicia a concessão à empresa SCUTVIAS. Tal significa que não há perda de receita, não implica renegociação do contrato de concessão, o Estado não perde receitas.

A implementação de portagens na A23 prejudica a coesão territorial, na medida em que esta só é real se for mantida uma descriminação positiva, de forma a contrariar o êxodo das populações do interior para o litoral.

A implementação de portagens nas SCUT’s, de um modo geral, e em particular na A23, agravará a crise económica e social, que comprovadamente afecta a nossa região face às repercussões nas micro, pequenas e médias empresas e no tecido social que delas depende. A introdução de portagens afectará a sua competitividade, introduzindo mais efeitos perversos nos custos de contexto, associando-se inaceitavelmente à redução do número de activos pelo crescimento do desemprego e ao crescente envelhecimento da população, com impacto negativo nas políticas económicas, de imigração e de assistência social.

Acresce que afectará irreversivelmente a mobilidade sustentada que a região tem como necessária e fundamental para o seu desenvolvimento e integração solidária da sua população. Aliás, a implementação de portagens nas SCUT’s afectará a sinistralidade rodoviária, a poluição ambiental, os níveis de stress, o bem-estar e a saúde das populações.

Assim, a eventual extensão da cobrança de portagens ao troço da A23, que está sob administração da empresa Estradas de Portugal S.A. (garante da sua conservação e manutenção), constituirá um exercício político inaceitável de introdução de portagens onde elas nunca estiveram (nem estão) previstas.

Face às recentes notícias que dão como certa a introdução de portagens na A23 (auto-estrada 23 que atravessa em longitude a CIMT) a Assembleia de Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, reunida no dia 30 de Junho de 2010, delibera:

- Manifestar a sua rejeição à eventual introdução de portagens na A23, que atravessa um conjunto de concelhos da Comunidade Intermunicipal, no Distrito de Santarém, assim como dos Distritos de Castelo Branco Guarda e Portalegre. Aliás, no espaço entre a saída da A1 em Videla/Torres Novas e a proximidade de Abrantes/Mação, tem a particularidade de no território da CIMT ela não ter associada uma concessão a um ente privado - não faz parte da concessão entregue à SCUTVIAS. A conservação e a manutenção desta via são feitas por intervenção directa da empresa Estradas de Portugal S.A.

 - Aprovar esta decisão em minuta e dela dar conhecimento ao Sr. Presidente da República, à Assembleia da República (Presidência, Grupos Parlamentares, Comissão Parlamentar de Obras Públicas), ao Governo (Primeiro Ministro e Ministro das Obras Públicas), às Câmaras e Assembleias Municipais dos Distritos de Santarém, Castelo Branco, Guarda e Portalegre, aos Governos Civis de Santarém, Castelo Branco, Guarda e Portalegre, à Associação Nacional de Municípios Portugueses, à Associação Nacional de Freguesias e publicitá-la na comunicação social.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Está controlado o incêndio que deflagrou em Alpiarça

Deflagrou ao inicio da tarde um incêndio em Alpiarça que obrigou à mobilização de diversas corporações de bombeiros e a meios aéreos.
Está em fase de rescaldo neste momento.

…arça em Festa!




A última reunião da Assembleia Municipal foi fértil em matéria tratada, embora alguns dos seus conteúdos tenham, como já vem sendo hábito, deixado muito a desejar.


A Festa promovida pelo PCP no Parque do Carril veio mais uma vez à baila.


Se levarmos a sério o que dizia um famoso publicitário – Edson Ataíde -, que “o que é verdadeiramente importante é que falem de nós, independentemente do que falem…”, a festa do PCP continua a merecer comentários para todos os gostos.


Passada a fase em que acusaram a CM de estar a fazer obras no Carril porque vinha cá o Jerónimo de Sousa, o PS deu-se ao trabalho de publicar no seu já famoso folheto uma frase que fica para memória futura:


“Também a feira do Vinho não se realizou. Foi substituída por Alpiarça em Festa. Assim, em vez de termos uma festa para todos temos uma festa para alguns!”.


Agora na Assembleia Municipal, a Dra. Graciete Brito veio brindar-nos com uma ideia ainda mais peregrina: “O nome de Alpiarça está a ser abusivamente utilizado pela CDU…” e com uma insinuação grave: “quem pagou a festa do PCP não sei…”, “gostava de saber quem pagou a festa do PCP…”


Vamos por partes:


- A Festa do PCP não foi uma festa para todos. È um facto. Foi sim uma Festa para todos os que nela quiseram participar;


- A insinuação de que pelo facto do PCP organizar uma Festa, ela se destinava apenas a pessoas do PCP, é reveladora de desconhecimento da forma de agir do PCP. As iniciativas que o PCP organiza quer em espaços públicos, quer na sua sede são, sempre abertas a quem nelas quiser participar;


- A própria Festa do Carril aí está para demonstrar que assim é. De facto, passaram por lá muitas pessoas que não eram do PCP e outras, que pelo facto de não lhes termos perguntado, não sabemos, nem estamos interessados em saber, de que cor política são;


- Quanto a quem pagou a Festa do PCP, importa esclarecer o seguinte: No PCP não temos, nem nunca tivemos por hábito encontrar formas de financiamento da nossa actividade que não sejam as próprias receitas das iniciativas e os donativos dos seus militantes e amigos.


- No PCP prestamos contas apenas aos militantes do PCP sobre a origem das nossas receitas e das nossas despesas. A Dra. Graciete Brito deve preocupar-se com as contas do seu partido…


- O PCP organiza actividades ao longo do ano de acordo com o seu calendário e objectivos políticos. Fê-lo quando não geria a autarquia e vai continuar a fazê-lo estando ou não no poder.


- O PCP irá promover em 2011 mais uma grande Festa que se continuará a chamar Alpiarça em Festa.


O ridículo tem limites!


Como se pode anunciar uma qualquer iniciativa sem lhe colocar o nome da terra onde ela se realiza?


…arça em festa?


Festa do PCP na terra onde nasceu José Relvas? (e depois não nos vinham acusar de estarmos a usar indevidamente o nome de um ilustre cidadão da nossa terra?)


E porque não começa desde já o PS a dar o exemplo?





 ...arça com futuro
...arça é a razão...

Tenham juízo!

Vem aí o Festival do Melão



Merecia mais


Foi pequena, aliás, muito singela, e até contida, a homenagem que durante três dias foi feita a Mário Soares, em Arcos de Valdevez.
Frank Carlucci, ex-director da CIA, amigo de longa data do homenageado, limitou-se a enviar uma mensagem e Gorbachov, último presidente da URSS a quem o imperialismo muito deve, ficou-se pela sempre distante videoconferência. No plano nacional, só a presença do actual primeiro-ministro para uma troca de elogios mútuos conseguiu disfarçar a falta de mobilização das mais altas figuras da nação.
Mário Soares merecia mais. Muito mais. Afinal de contas foi ele que, à frente do PS, deu uma contribuição decisiva para o início e consolidação do processo contra-revolucionário em Portugal. Foi com ele que o PS primeiro vestiu a camisola do «socialismo», para a seguir tirar a máscara, transformando-se num dos principais executantes da política de direita contra a própria Constituição da República. Foi com ele que importantes conquistas de Abril como a Reforma Agrária foram liquidadas. Foi com ele que se deu importantes saltos qualitativos na ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, como foi a introdução dos contratos a prazo. Foi com a sua acção e iniciativa que se liquidou parcelas determinantes da nossa soberania, desde logo com a integração do país na então CEE. E é com o apoio dele que, hoje, essa mesma política de abdicação dos interesses nacionais, de agravamento da exploração, de imposição de novos sacrifícios ao nosso povo, prossegue e se aprofunda.
E para que não restem dúvidas, elogiando Sócrates, MS vai pensando no futuro da política (de direita) que ele próprio concretizou e soltando palavras virtuosas para o actual líder do PSD.
Foi por isso muito curta a homenagem prestada a tão exemplar figura do nosso País. Os homens de mão do imperialismo norte-americano deveriam corar de vergonha. Não se pode esquecer um amigo assim. Grupos económicos, alguns deles recompostos depois do 25 de Abril – como é o caso dos Mello ou Espírito Santo – e outros que floresceram nestes mais de trinta anos de política de direita deveriam ter outra atenção para com o «pai da democracia» onde as suas volumosas fortunas florescem na exacta medida em que diminuem as condições de vida do povo português.
Vasco Cardoso

Já vai em 31%...

Um estudo de uma tese universitária coordenada pelo ISCTE, em parceria com a Gulbenkian e o Instituto da Segurança Social, concluiu que 31% dos agregados portugueses vivem no limiar da pobreza, a que se juntam mais 20,1% classificados como pobres.
Ou seja, um total de 51,1% dos agregados familiares em Portugal  - mais de metade – vive actualmente na miséria ou lá perto.
Acontece que estes 31% de agregados no limiar da pobreza integram adultos que ganham entre 379 e 799 euros (apenas um pouco acima da definição de «pobres», aplicada aos que ganham abaixo de 60% do rendimento médio), são geralmente constituídos por pessoas com escolaridade e qualificações superiores aos pais e neles abundam licenciados e até doutorados. Por exemplo, uma das entrevistadas, identificada como Maria, tem 33 anos, é licenciada e declara que ir ao cinema ou comprar um livro entrou na categoria dos «luxos», enquanto Vera, de 35 anos, e Henrique, de 38 – ela com um bacharelato, ele doutorado – vivem de bolsas sucessivas e incertas e declaram sentir a vida «hipotecada».
Os autores do estudo concluíram também que estas pessoas, apesar de mais escolarizadas e qualificadas que os pais, sentem que estão «numa trajectória social intergeracionalmente descendente», onde «fazer planos é algo que a generalidade considera inglório».
Para os investigadores, os casos observados neste estudo confirmam a necessidade de se pôr fim aos regimes laborais que são propiciadores de pobreza – caso dos «falsos recibos verdes».
Finalmente, recorda-se que a taxa de pobreza é calculada já depois das transferências dos apoios sociais às famílias: sem esses apoios, os 20,1% de pobres oficialmente declarados subiriam para os 40% da população, o que, somado aos supracitados 31% de famílias no «limiar da pobreza», conduz à chocante conclusão de que 70% dos portugueses vivem actualmente na miséria ou a caminho dela.
Por coincidência, saiu também por estes dias um estudo conjunto da Capgemini e da Merrill Lynch informando que a lista dos milionários portugueses subiu, em 2009, dos 10 400 para os 11 mil – ou seja, em 2009, ano do começo da famosa «crise», brotaram em Portugal mais 600 milionários.
E não se iludam: «milionários», neste caso, não incluem os «borra-botas» que abicham umas centenas de milhares de euros/ano. Neste «clube dos milionários» só entra a malta dos milhões, como severamente define e escrutina a Merrill Lynch e quejandos.
Isto significa que, no próprio ano em que uma «crise» deu cobertura, em Portugal, a uma onda de desemprego, ao lançamento para o limiar da pobreza de 31% das famílias com emprego e à declaração oficial de 20% de pobres, houve 600 novos milionários a abotoarem-se com indefinidos milhares de milhões de euros, a juntar-se às ainda mais indefinidas centenas de milhares de milhões de eurosabarbatados pelos 10 400 milionários já recenseados. Só em 2009.
As «crises» do capitalismo dão sempre nisto: quanto mais miséria espalham, mais ricos originam.
Até as coisas chegarem ao ponto em que, para se acabar com a crise tem-se, forçosamente, de se pensar acabar com o que a engendra – o próprio capitalismo.   
Henrique Custódio

Besta ferida

A guerra no Afeganistão continua a fazer numerosas vítimas. As mais numerosas são aquelas de que menos se fala: na população afegã. Numerosas são também as vítimas entre as forças de ocupação. Mas há pesadas baixas igualmente entre os dirigentes das potências agressoras. Em Fevereiro caiu o Governo holandês, após o primeiro-ministro se recusar a cumprir a promessa eleitoral de retirar as tropas. Há semanas demitiu-se o Presidente alemão, após confessar a verdade em público: a participação da Alemanha visa defender os «interesses» do grande capital alemão. Agora foi a demissão do comandante em chefe das tropas NATO no Afeganistão, o General dos EUA Stanley McChrystal.

A causa imediata da demissão foi um artigo da revistaRolling Stone em que McChrystal e seus colaboradores disparam em todas as direcções, incluindo contra altos representantes do poder político dos EUA. O artigo traça um quadro de profundas clivagens, revelando a causa de fundo de tanta baixa política: o fracasso completo da guerra, ao fim de nove anos de ocupação de um dos países mais pobres do planeta pelas mais ricas e poderosas potências imperialistas dos nossos dias. Dá que pensar. Segundo a Rolling Stone, «o staff do General é uma colecção escolhida a dedo de assassinos, espiões, génios, patriotas, manipuladores políticos e maníacos completos». Quem somos nós para desmentir? O articulista afirma que o General «ficou manchado por um escândalo de abuso de presos e tortura em Camp Nama, no Iraque. [...] foi extremamente bem sucedido como chefe da Joint Special Operations Command, as forças de elite que executam as mais sombrias operações do Governo. Durante a escalada no Iraque, a sua equipa matou e capturou milhares de insurgentes [...] “a JSOC era uma máquina de morte” afirma o Major General Mayville, seu chefe de operações». Mas na sua parte final, o artigo faz-se porta-voz de queixas de que o General McChrystal não deixava matar o suficiente no Afeganistão, acrescentando: «quando se trata do Afeganistão, a História não está do lado de McChrystal. O único invasor estrangeiro que teve algum êxito aqui foi Gengis Khan – e ele não estava limitado por coisas como os direitos humanos, o desenvolvimento económico e a fiscalização da imprensa». Direitos humanos? Desenvolvimento económico? Fiscalização da imprensa? De qual Afeganistão estão a falar? No artigo refere-se que «McChrystal admitiu recentemente que “matámos um número impressionante de pessoas”» mas corta-se a parte final da frase do General: «mas tanto quanto sei, nenhuma delas se veio a provar uma ameaça» (New York Times, 26.3.10). A confissão pelo mais alto responsável militar de que a guerra da NATO no Afeganistão é um crime monstruoso contra a população civil não foi considerado tema noticioso.

Sendo a invasão do Afeganistão obra de Bush, é Obama que decide fazer dela a «sua guerra», com o envio de mais 50 mil soldados e a nomeação de McChrystal. Prometeram-se êxitos, incluindo «a maior ofensiva terrestre desde a guerra do Vietname». A comparação é adequada, dado o fracasso evidente. Mas seria um erro subestimar os perigos. O novo comandante das forças NATO, o General Petraeus, é autor duma «directiva secreta […] que autoriza o envio de tropas de Operações Especiais dos EUA para nações amigas e hostis […] e que pode abrir caminho a possíveis ataques militares contra o Irão […]. O General Petraeus inclui-se entre os muitos altos comandantes que defendem […] que as tropas têm de agir para além do Iraque e Afeganistão» (NYT, 24.5.10).

A capa da revista que afundou McChrystal é ironicamente simbólica. Nela surge a cantora Lady Gaga em trajes mais que menores, empunhando duas metralhadoras. De facto, o imperialismo está gágá e o Rei vai quase nu. Mas não se deve subestimar o perigo de que lance mão do seu arsenal militar para – numa deriva criminosamente aventureirista – tentar sair da sua enorme crise pela via da violência e da guerra.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Assembleia Municipal de Alpiarça aprovou Plano de saneamento financeiro

 
Foi aprovado ontem, apenas com os votos favoráveis da CDU, o Plano de saneamento financeiro para o município de Alpiarça.

Trata-se de um instrumento de trabalho fundamental para contribuir para o saneamento financeiro da CM.

A concretização das medidas de contenção financeira ali consagradas, permitirá à CM de Alpiarça diminuir consideravelmente a situação de rotura financeira em que se encontra.

O Plano de reequilíbrio financeiro conjuntural, de acordo com a lei, tem de ser aprovado pelo governo e obriga ao cumprimento de diversos requisitos, nomeadamente o compromisso de que o valor total da dívida da CM não aumenta e a aplicação de determinados valores nas taxas a cobrar pelo município e que, também ontem foram aprovadas.

O que se discutiu ontem?

Por estranho que pareça, os eleitos do PS, à semelhança do que já tinham feito na reunião da CM, não apresentaram qualquer solução para a resolução dos graves problemas financeiros do município.

Os eleitos do PS tudo fizeram para que a reunião se prolongasse e para que esta importante decisão fosse adiada.

Primeiro, usaram e abusaram das intervenções e dos tempos de intervenção para queimar tempo;

Depois, quando se chegou á discussão deste ponto, propuseram que o mesmo fosse adiado para outra reunião.

Como essa proposta foi recusada, apresentaram entretanto uma outra onde propunham que se contratasse uma outra empresa de auditoria para elaborar uma segunda proposta de saneamento financeiro.

Argumentaram que tinham tido muito pouco tempo para se inteirarem da possibilidade de outras soluções… que o assunto era demasiado importante para ser discutido àquela hora…

Importa dizer que esta proposta resulta da auditoria financeira decidida por este executivo.

Quando o relatório da auditoria foi entregue, o executivo marcou uma reunião com todos os eleitos (CM, AM, Junta e Assembleia de Freguesia) onde também estiveram presentes técnicos da empresa, para, detalhadamente lhes ser facultada toda a informação. Essa reunião caracterizou-se pela ausência massiva de eleitos do PS que, dessa forma, deram um primeiro sinal de que esta matéria não lhes interessava.

Já passaram muitas semanas sobre essa reunião e sobre a reunião da Assembleia Municipal, onde formalmente, os eleitos tiveram, mais uma vez conhecimento dos resultados a que se tinha chegado com a auditoria.

Entretanto o PS fez publicar um folheto onde apresentava como soluções para fazer face à grave situação que deixaram ao fim de 12 anos de mandatos do seu partido, cujo teor se transcreve a seguir:

“Nunca se ouviu falar que o executivo se preparava para avaliar e reduzir desperdícios, como: Imprimir a preto e branco em vez de impressão a cores, ou utilização de papel reciclado. Também não se ouviu falar do racionamento do combustível e planeamento de rotas dos veículos…nem aumentar as receitas ou criar condições para tal, ou em planos de formação para os munícipes aumentarem a sua competitividade.

Estas seriam certamente algumas das atitudes que o PS tomaria em benefício e protecção dos nossos Alpiarcenses.”

São estas as receitas que o PS, agora na oposição, tem para saldar a divida de 13 Milhões de euros que deixou!

Mas se no folheto ainda surgem estas ideias, da discussão realizada na AM ainda menos se ouviu.

Sabe qual foi o assunto que os eleitos do PS mais abordaram?

O titulo do documento
Entendiam que o titulo “uma década para recuperar Alpiarça” não era adequado… Quanto a propostas concretas…mais uma vez nada!

Resta ainda dizer que os eleitos do PS revelaram uma ignorância confrangedora relativamente à legislação que rege as autarquias!

Falavam de certos assuntos como se fossem da autoria do executivo, quando na verdade, o executivo se limitou a cumprir a lei!

Como diz o nosso povo, o pior cego é o que não quer ver…







PCP promove acção “contra o aumento dos preços e o roubo nos salários”

No quadro da acção nacional do PCP “contra o aumento dos preços e o roubo nos salários”, A DORSA do PCP está apromover um conjunto de acções de contacto com os trabalhadores e as populações do distrito.
Hoje, 1 de Julho em Santarém, foi colocada uma faixa de grandes dimensões na encosta das Portas do Sol, acompanhada de distribuição de documentos aos condutores, junto à Ponte D. Luís.
Nesta acção participou António Filipe, deputado do PCP na Assembleia da República.


Um abraço ao Mário Santiago!


Sei que na CDU se valoriza o contributo individual inserido no trabalho e na reflexão colectiva (duas cabeças pensam melhor do que uma, não é verdade?) mas, considerando a estopada que tu tiveste de gramar na Assembleia Municipal, quero deixar-te aqui neste espaço um forte abraço pela coragem, pela firmeza e pela educação.
Amanhã bebemos um copo na sardinhada…
Há! …já agora, uma sugestão: Na próxima Assembleia instala uma máquina de senhas para que cada Eleito possa saber qual o seu número de série para intervir….Assim deixas de ouvir a dita cuja e o seu apêndice a perguntar se estão inscritos…se a sua inscrição está considerada…
E a eles também lhes facilita a vida. O desnorte é tão grande que até se inscreveram 2 e 3 vezes… e já nem se lembravam!

Amarildo de Freitas
(pequeno e médio AGRICULTOR - Doutorado em ciências da vida) 

Alpiarça tem uma Câmara poupadinha



A contratação de uma empresa de auditoria para apurar a real situação financeira do município e proceder á elaboração do respectivo projecto de saneamento financeiro, motivou apreciações críticas, designadamente por parte do Partido Socialista.
A bancada da CDU na Assembleia Municipal forneceu alguns números que falam por si, relativamente ás verbas gastas por outros municípios do distrito que não são geridos pela CDU:

Alpiarça – Auditoria e projecto de saneamento financeiro: 7510.55€

Alcanena – Auditoria Financeira: 15 000€

Rio Maior – Auditoria e projecto de saneamento financeiro: 43 500€

Ourém – Auditoria Financeira: 74 950€

7 Interrupções…7!













Não sei o que diga. Estou que nem posso. Cheguei a casa ás 4 e meia da manhã, mais coisa menos coisa.
Onde é que eu andei?
Não, não fui à discoteca. Fui com a minha amiga Milu Lufa-Lufa, assistir à Assembleia Municipal.
Já lhe disse: Não me convides mais para coisas destas! Sim, uma pessoa com a minha formação não pode sujeitar-se a isto.
Diga-se de passagem que fui lá mais para ver como se portaria a Professora DOUTORA Eleita Graciete e saí de lá com o papo cheio, como diz o povo.
Aquilo é que é uma mulher. Requintada educação, fino trato, salamaleques e outras coisas mais.
Digno de se ver.
Interrompeu o Presidente da Câmara 7 vezes, a última das quais ás 3,45 da manhã!
Dizem-me os habituais frequentadores destas assembleias que ontem bateu o record das interrupções a um Presidente de Câmara e que está muito bem posicionada para constar no Guiness, o que será bom para dar a conhecer a nossa terra além fronteiras.
Com pessoas assim Alpiarça vai longe!

A propósito de uma carta aberta ao presidente da Assembleia Municipal


Como era de esperar, o tema da carta aberta da autoria da eleita do PS Dra. Graciete Brito, esteve presente na Assembleia Municipal.
Ficou claro que:
- A Dra. Graciete Brito não tinha razão ao afirmar que o Presidente da A. Municipal “duvidava da honestidade dos eleitos do PS”.
- Os representantes da CDU e do PSD também receberam idêntica carta e não tiveram o mesmo entendimento sobre as expressões nela contidas e que tanto desagrado motivaram.
- A Dra. Graciete Brito não tem sido impedida de usar da palavra, sendo até, entre os eleitos, aquela que mais vezes o fez! 
O gráfico que se segue é manifestamente elucidativo. Por uma questão de espaço, abstivemo-nos de colocar o título académico de cada um dos eleitos, pelo que antecipadamente pedimos desculpa ás mentes mais sensíveis…

(acresce ainda, que os dois eleitos do PS que mais usaram da palavra – Dra. Graciete Brito e Dr. Fernando Ramalho – totalizaram 65 intervenções, mais 24 intervenções que os eleitos da CDU que mais usaram da palavra – Celestino Brasileiro e Inês Aguiar)

Ficou ainda mais claro que:
Quem tem faltado repetidamente ao respeito quer aos membros da A. Municipal quer aos membros da C. Municipal tem sido a Dra. Graciete Brito.
Quem assistir ou consultar as gravações das reuniões até agora realizadas, verifica que, para além de expressões menos próprias e com défice de boas maneiras proferidas por esta eleita relativamente ao Presidente da C. Municipal, este, foi interrompido em todas as suas intervenções, à excepção da tomada de posse e da sessão solene para comemorar o 25 de Abril!

Estamos conversados.

Assembleia Municipal de Alpiarça aprova saudação à manifestação de 29 de Maio

A Assembleia Municipal de Alpiarça aprovou uma saudação apresentada pela CDU, onde se saúda a manifestação promovida pela CGTP e que juntou mais de 330 mil pessoas em Lisboa.