terça-feira, 6 de julho de 2010

Vem aí o Festival do Melão



Merecia mais


Foi pequena, aliás, muito singela, e até contida, a homenagem que durante três dias foi feita a Mário Soares, em Arcos de Valdevez.
Frank Carlucci, ex-director da CIA, amigo de longa data do homenageado, limitou-se a enviar uma mensagem e Gorbachov, último presidente da URSS a quem o imperialismo muito deve, ficou-se pela sempre distante videoconferência. No plano nacional, só a presença do actual primeiro-ministro para uma troca de elogios mútuos conseguiu disfarçar a falta de mobilização das mais altas figuras da nação.
Mário Soares merecia mais. Muito mais. Afinal de contas foi ele que, à frente do PS, deu uma contribuição decisiva para o início e consolidação do processo contra-revolucionário em Portugal. Foi com ele que o PS primeiro vestiu a camisola do «socialismo», para a seguir tirar a máscara, transformando-se num dos principais executantes da política de direita contra a própria Constituição da República. Foi com ele que importantes conquistas de Abril como a Reforma Agrária foram liquidadas. Foi com ele que se deu importantes saltos qualitativos na ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, como foi a introdução dos contratos a prazo. Foi com a sua acção e iniciativa que se liquidou parcelas determinantes da nossa soberania, desde logo com a integração do país na então CEE. E é com o apoio dele que, hoje, essa mesma política de abdicação dos interesses nacionais, de agravamento da exploração, de imposição de novos sacrifícios ao nosso povo, prossegue e se aprofunda.
E para que não restem dúvidas, elogiando Sócrates, MS vai pensando no futuro da política (de direita) que ele próprio concretizou e soltando palavras virtuosas para o actual líder do PSD.
Foi por isso muito curta a homenagem prestada a tão exemplar figura do nosso País. Os homens de mão do imperialismo norte-americano deveriam corar de vergonha. Não se pode esquecer um amigo assim. Grupos económicos, alguns deles recompostos depois do 25 de Abril – como é o caso dos Mello ou Espírito Santo – e outros que floresceram nestes mais de trinta anos de política de direita deveriam ter outra atenção para com o «pai da democracia» onde as suas volumosas fortunas florescem na exacta medida em que diminuem as condições de vida do povo português.
Vasco Cardoso

Já vai em 31%...

Um estudo de uma tese universitária coordenada pelo ISCTE, em parceria com a Gulbenkian e o Instituto da Segurança Social, concluiu que 31% dos agregados portugueses vivem no limiar da pobreza, a que se juntam mais 20,1% classificados como pobres.
Ou seja, um total de 51,1% dos agregados familiares em Portugal  - mais de metade – vive actualmente na miséria ou lá perto.
Acontece que estes 31% de agregados no limiar da pobreza integram adultos que ganham entre 379 e 799 euros (apenas um pouco acima da definição de «pobres», aplicada aos que ganham abaixo de 60% do rendimento médio), são geralmente constituídos por pessoas com escolaridade e qualificações superiores aos pais e neles abundam licenciados e até doutorados. Por exemplo, uma das entrevistadas, identificada como Maria, tem 33 anos, é licenciada e declara que ir ao cinema ou comprar um livro entrou na categoria dos «luxos», enquanto Vera, de 35 anos, e Henrique, de 38 – ela com um bacharelato, ele doutorado – vivem de bolsas sucessivas e incertas e declaram sentir a vida «hipotecada».
Os autores do estudo concluíram também que estas pessoas, apesar de mais escolarizadas e qualificadas que os pais, sentem que estão «numa trajectória social intergeracionalmente descendente», onde «fazer planos é algo que a generalidade considera inglório».
Para os investigadores, os casos observados neste estudo confirmam a necessidade de se pôr fim aos regimes laborais que são propiciadores de pobreza – caso dos «falsos recibos verdes».
Finalmente, recorda-se que a taxa de pobreza é calculada já depois das transferências dos apoios sociais às famílias: sem esses apoios, os 20,1% de pobres oficialmente declarados subiriam para os 40% da população, o que, somado aos supracitados 31% de famílias no «limiar da pobreza», conduz à chocante conclusão de que 70% dos portugueses vivem actualmente na miséria ou a caminho dela.
Por coincidência, saiu também por estes dias um estudo conjunto da Capgemini e da Merrill Lynch informando que a lista dos milionários portugueses subiu, em 2009, dos 10 400 para os 11 mil – ou seja, em 2009, ano do começo da famosa «crise», brotaram em Portugal mais 600 milionários.
E não se iludam: «milionários», neste caso, não incluem os «borra-botas» que abicham umas centenas de milhares de euros/ano. Neste «clube dos milionários» só entra a malta dos milhões, como severamente define e escrutina a Merrill Lynch e quejandos.
Isto significa que, no próprio ano em que uma «crise» deu cobertura, em Portugal, a uma onda de desemprego, ao lançamento para o limiar da pobreza de 31% das famílias com emprego e à declaração oficial de 20% de pobres, houve 600 novos milionários a abotoarem-se com indefinidos milhares de milhões de euros, a juntar-se às ainda mais indefinidas centenas de milhares de milhões de eurosabarbatados pelos 10 400 milionários já recenseados. Só em 2009.
As «crises» do capitalismo dão sempre nisto: quanto mais miséria espalham, mais ricos originam.
Até as coisas chegarem ao ponto em que, para se acabar com a crise tem-se, forçosamente, de se pensar acabar com o que a engendra – o próprio capitalismo.   
Henrique Custódio

Besta ferida

A guerra no Afeganistão continua a fazer numerosas vítimas. As mais numerosas são aquelas de que menos se fala: na população afegã. Numerosas são também as vítimas entre as forças de ocupação. Mas há pesadas baixas igualmente entre os dirigentes das potências agressoras. Em Fevereiro caiu o Governo holandês, após o primeiro-ministro se recusar a cumprir a promessa eleitoral de retirar as tropas. Há semanas demitiu-se o Presidente alemão, após confessar a verdade em público: a participação da Alemanha visa defender os «interesses» do grande capital alemão. Agora foi a demissão do comandante em chefe das tropas NATO no Afeganistão, o General dos EUA Stanley McChrystal.

A causa imediata da demissão foi um artigo da revistaRolling Stone em que McChrystal e seus colaboradores disparam em todas as direcções, incluindo contra altos representantes do poder político dos EUA. O artigo traça um quadro de profundas clivagens, revelando a causa de fundo de tanta baixa política: o fracasso completo da guerra, ao fim de nove anos de ocupação de um dos países mais pobres do planeta pelas mais ricas e poderosas potências imperialistas dos nossos dias. Dá que pensar. Segundo a Rolling Stone, «staff do General é uma colecção escolhida a dedo de assassinos, espiões, génios, patriotas, manipuladores políticos e maníacos completos». Quem somos nós para desmentir? O articulista afirma que o General «ficou manchado por um escândalo de abuso de presos e tortura em Camp Nama, no Iraque. [...] foi extremamente bem sucedido como chefe da Joint Special Operations Command, as forças de elite que executam as mais sombrias operações do Governo. Durante a escalada no Iraque, a sua equipa matou e capturou milhares de insurgentes [...] “a JSOC era uma máquina de morte” afirma o Major General Mayville, seu chefe de operações». Mas na sua parte final, o artigo faz-se porta-voz de queixas de que o General McChrystal não deixava matar o suficiente no Afeganistão, acrescentando: «quando se trata do Afeganistão, a História não está do lado de McChrystal. O único invasor estrangeiro que teve algum êxito aqui foi Gengis Khan – e ele não estava limitado por coisas como os direitos humanos, o desenvolvimento económico e a fiscalização da imprensa». Direitos humanos? Desenvolvimento económico? Fiscalização da imprensa? De qual Afeganistão estão a falar? No artigo refere-se que «McChrystal admitiu recentemente que “matámos um número impressionante de pessoas”» mas corta-se a parte final da frase do General: «mas tanto quanto sei, nenhuma delas se veio a provar uma ameaça» (New York Times, 26.3.10). A confissão pelo mais alto responsável militar de que a guerra da NATO no Afeganistão é um crime monstruoso contra a população civil não foi considerado tema noticioso.

Sendo a invasão do Afeganistão obra de Bush, é Obama que decide fazer dela a «sua guerra», com o envio de mais 50 mil soldados e a nomeação de McChrystal. Prometeram-se êxitos, incluindo «a maior ofensiva terrestre desde a guerra do Vietname». A comparação é adequada, dado o fracasso evidente. Mas seria um erro subestimar os perigos. O novo comandante das forças NATO, o General Petraeus, é autor duma «directiva secreta […] que autoriza o envio de tropas de Operações Especiais dos EUA para nações amigas e hostis […] e que pode abrir caminho a possíveis ataques militares contra o Irão […]. O General Petraeus inclui-se entre os muitos altos comandantes que defendem […] que as tropas têm de agir para além do Iraque e Afeganistão» (NYT, 24.5.10).

A capa da revista que afundou McChrystal é ironicamente simbólica. Nela surge a cantora Lady Gaga em trajes mais que menores, empunhando duas metralhadoras. De facto, o imperialismo está gágá e o Rei vai quase nu. Mas não se deve subestimar o perigo de que lance mão do seu arsenal militar para – numa deriva criminosamente aventureirista – tentar sair da sua enorme crise pela via da violência e da guerra.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Assembleia Municipal de Alpiarça aprovou Plano de saneamento financeiro

 
Foi aprovado ontem, apenas com os votos favoráveis da CDU, o Plano de saneamento financeiro para o município de Alpiarça.

Trata-se de um instrumento de trabalho fundamental para contribuir para o saneamento financeiro da CM.

A concretização das medidas de contenção financeira ali consagradas, permitirá à CM de Alpiarça diminuir consideravelmente a situação de rotura financeira em que se encontra.

O Plano de reequilíbrio financeiro conjuntural, de acordo com a lei, tem de ser aprovado pelo governo e obriga ao cumprimento de diversos requisitos, nomeadamente o compromisso de que o valor total da dívida da CM não aumenta e a aplicação de determinados valores nas taxas a cobrar pelo município e que, também ontem foram aprovadas.

O que se discutiu ontem?

Por estranho que pareça, os eleitos do PS, à semelhança do que já tinham feito na reunião da CM, não apresentaram qualquer solução para a resolução dos graves problemas financeiros do município.

Os eleitos do PS tudo fizeram para que a reunião se prolongasse e para que esta importante decisão fosse adiada.

Primeiro, usaram e abusaram das intervenções e dos tempos de intervenção para queimar tempo;

Depois, quando se chegou á discussão deste ponto, propuseram que o mesmo fosse adiado para outra reunião.

Como essa proposta foi recusada, apresentaram entretanto uma outra onde propunham que se contratasse uma outra empresa de auditoria para elaborar uma segunda proposta de saneamento financeiro.

Argumentaram que tinham tido muito pouco tempo para se inteirarem da possibilidade de outras soluções… que o assunto era demasiado importante para ser discutido àquela hora…

Importa dizer que esta proposta resulta da auditoria financeira decidida por este executivo.

Quando o relatório da auditoria foi entregue, o executivo marcou uma reunião com todos os eleitos (CM, AM, Junta e Assembleia de Freguesia) onde também estiveram presentes técnicos da empresa, para, detalhadamente lhes ser facultada toda a informação. Essa reunião caracterizou-se pela ausência massiva de eleitos do PS que, dessa forma, deram um primeiro sinal de que esta matéria não lhes interessava.

Já passaram muitas semanas sobre essa reunião e sobre a reunião da Assembleia Municipal, onde formalmente, os eleitos tiveram, mais uma vez conhecimento dos resultados a que se tinha chegado com a auditoria.

Entretanto o PS fez publicar um folheto onde apresentava como soluções para fazer face à grave situação que deixaram ao fim de 12 anos de mandatos do seu partido, cujo teor se transcreve a seguir:

“Nunca se ouviu falar que o executivo se preparava para avaliar e reduzir desperdícios, como: Imprimir a preto e branco em vez de impressão a cores, ou utilização de papel reciclado. Também não se ouviu falar do racionamento do combustível e planeamento de rotas dos veículos…nem aumentar as receitas ou criar condições para tal, ou em planos de formação para os munícipes aumentarem a sua competitividade.

Estas seriam certamente algumas das atitudes que o PS tomaria em benefício e protecção dos nossos Alpiarcenses.”

São estas as receitas que o PS, agora na oposição, tem para saldar a divida de 13 Milhões de euros que deixou!

Mas se no folheto ainda surgem estas ideias, da discussão realizada na AM ainda menos se ouviu.

Sabe qual foi o assunto que os eleitos do PS mais abordaram?

O titulo do documento
Entendiam que o titulo “uma década para recuperar Alpiarça” não era adequado… Quanto a propostas concretas…mais uma vez nada!

Resta ainda dizer que os eleitos do PS revelaram uma ignorância confrangedora relativamente à legislação que rege as autarquias!

Falavam de certos assuntos como se fossem da autoria do executivo, quando na verdade, o executivo se limitou a cumprir a lei!

Como diz o nosso povo, o pior cego é o que não quer ver…







PCP promove acção “contra o aumento dos preços e o roubo nos salários”

No quadro da acção nacional do PCP “contra o aumento dos preços e o roubo nos salários”, A DORSA do PCP está apromover um conjunto de acções de contacto com os trabalhadores e as populações do distrito.
Hoje, 1 de Julho em Santarém, foi colocada uma faixa de grandes dimensões na encosta das Portas do Sol, acompanhada de distribuição de documentos aos condutores, junto à Ponte D. Luís.
Nesta acção participou António Filipe, deputado do PCP na Assembleia da República.


Um abraço ao Mário Santiago!


Sei que na CDU se valoriza o contributo individual inserido no trabalho e na reflexão colectiva (duas cabeças pensam melhor do que uma, não é verdade?) mas, considerando a estopada que tu tiveste de gramar na Assembleia Municipal, quero deixar-te aqui neste espaço um forte abraço pela coragem, pela firmeza e pela educação.
Amanhã bebemos um copo na sardinhada…
Há! …já agora, uma sugestão: Na próxima Assembleia instala uma máquina de senhas para que cada Eleito possa saber qual o seu número de série para intervir….Assim deixas de ouvir a dita cuja e o seu apêndice a perguntar se estão inscritos…se a sua inscrição está considerada…
E a eles também lhes facilita a vida. O desnorte é tão grande que até se inscreveram 2 e 3 vezes… e já nem se lembravam!

Amarildo de Freitas
(pequeno e médio AGRICULTOR - Doutorado em ciências da vida) 

Alpiarça tem uma Câmara poupadinha



A contratação de uma empresa de auditoria para apurar a real situação financeira do município e proceder á elaboração do respectivo projecto de saneamento financeiro, motivou apreciações críticas, designadamente por parte do Partido Socialista.
A bancada da CDU na Assembleia Municipal forneceu alguns números que falam por si, relativamente ás verbas gastas por outros municípios do distrito que não são geridos pela CDU:

Alpiarça – Auditoria e projecto de saneamento financeiro: 7510.55€

Alcanena – Auditoria Financeira: 15 000€

Rio Maior – Auditoria e projecto de saneamento financeiro: 43 500€

Ourém – Auditoria Financeira: 74 950€

7 Interrupções…7!













Não sei o que diga. Estou que nem posso. Cheguei a casa ás 4 e meia da manhã, mais coisa menos coisa.
Onde é que eu andei?
Não, não fui à discoteca. Fui com a minha amiga Milu Lufa-Lufa, assistir à Assembleia Municipal.
Já lhe disse: Não me convides mais para coisas destas! Sim, uma pessoa com a minha formação não pode sujeitar-se a isto.
Diga-se de passagem que fui lá mais para ver como se portaria a Professora DOUTORA Eleita Graciete e saí de lá com o papo cheio, como diz o povo.
Aquilo é que é uma mulher. Requintada educação, fino trato, salamaleques e outras coisas mais.
Digno de se ver.
Interrompeu o Presidente da Câmara 7 vezes, a última das quais ás 3,45 da manhã!
Dizem-me os habituais frequentadores destas assembleias que ontem bateu o record das interrupções a um Presidente de Câmara e que está muito bem posicionada para constar no Guiness, o que será bom para dar a conhecer a nossa terra além fronteiras.
Com pessoas assim Alpiarça vai longe!

A propósito de uma carta aberta ao presidente da Assembleia Municipal


Como era de esperar, o tema da carta aberta da autoria da eleita do PS Dra. Graciete Brito, esteve presente na Assembleia Municipal.
Ficou claro que:
- A Dra. Graciete Brito não tinha razão ao afirmar que o Presidente da A. Municipal “duvidava da honestidade dos eleitos do PS”.
- Os representantes da CDU e do PSD também receberam idêntica carta e não tiveram o mesmo entendimento sobre as expressões nela contidas e que tanto desagrado motivaram.
- A Dra. Graciete Brito não tem sido impedida de usar da palavra, sendo até, entre os eleitos, aquela que mais vezes o fez! 
O gráfico que se segue é manifestamente elucidativo. Por uma questão de espaço, abstivemo-nos de colocar o título académico de cada um dos eleitos, pelo que antecipadamente pedimos desculpa ás mentes mais sensíveis…

(acresce ainda, que os dois eleitos do PS que mais usaram da palavra – Dra. Graciete Brito e Dr. Fernando Ramalho – totalizaram 65 intervenções, mais 24 intervenções que os eleitos da CDU que mais usaram da palavra – Celestino Brasileiro e Inês Aguiar)

Ficou ainda mais claro que:
Quem tem faltado repetidamente ao respeito quer aos membros da A. Municipal quer aos membros da C. Municipal tem sido a Dra. Graciete Brito.
Quem assistir ou consultar as gravações das reuniões até agora realizadas, verifica que, para além de expressões menos próprias e com défice de boas maneiras proferidas por esta eleita relativamente ao Presidente da C. Municipal, este, foi interrompido em todas as suas intervenções, à excepção da tomada de posse e da sessão solene para comemorar o 25 de Abril!

Estamos conversados.

Assembleia Municipal de Alpiarça aprova saudação à manifestação de 29 de Maio

A Assembleia Municipal de Alpiarça aprovou uma saudação apresentada pela CDU, onde se saúda a manifestação promovida pela CGTP e que juntou mais de 330 mil pessoas em Lisboa.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Comissário Bolachinha já se encontra no interior do edificio da Cãmara Municipal


Exclusivo!
O agit está em condições de afirmar em primeira mão que o nosso distinto e discreto colaborador que dá pelo nome de Comissário Bolachinha já se encontra na sala onde irá decorrer a reunião da Assembleia Municipal.
Na foto, captámos o momento em o famoso detective se preparava para entrar para o interior do edifício, onde já se encontra desde as 19 horas.

HOJE HÁ REUNIÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

A partir das 21 horas terá lugar uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Alpiarça.
Nesta reunião, para além de outros assuntos de interesse, será discutida a proposta de saneamento financeiro apresentada pela Câmara Municipal.

Recorda-se que esta proposta foi aprovada com os votos favoráveis dos 3 vereadores da CDU e com 2 votos contra dos vereadores do PS.

Como se vê, quem paga a crise são os que menos podem e que menos têm!


Hoje há Reunião da Assembleia Municipal

A partir das 21 horas terá lugar uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Alpiarça.
Nesta reunião, para além de outros assuntos de interesse, será discutida a proposta de saneamento financeiro apresentada pela Câmara Municipal.
Recorda que esta proposta foi aprovada com os votos favoráveis dos 3 vereadores da CDU e com 2 votos contra dos vereadores do PS.

segunda-feira, 28 de junho de 2010



Sardinhada no Espaço CDU - Alpiarça
Sexta Feira, 2 de Julho, a partir das 20 horas

quinta-feira, 24 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alto aí!

Nada me move contra o Comissário Bolachinha.
Mas, pela natureza da sua profissão (detective INDEPENDENTE) devia ser mais comedido e rigoroso quando publica os resultados da sua investigação.
Estão a fazer obras no parque do Carril, que grande novidade!
O que o Senhor (trato-o apenas assim porque não sei se já concluiu o curso...Se já concluiu, passarei a trata-lo por DOUTOR Comissário Bolachinha) não descobriu nada! Quem descobriu fui eu!
E passo a citar:
Parque do Carril
É a cereja em cima do bolo.
O parque estava bem conservado e ara um ex-libris da nossa Terra.
E o quê que eles fizeram?
Estão a construir um muro todo à volta com uma única entrada onde vão colocar uma portagem.
Quando a obra estiver pronta vamos ter de pagar para ir ao Carril! E eles ainda têm a distinta lata de dizer que o valor pago, desde que se peça recibo, pode ser deduzido no IRS!

(Texto publicado por mim em 4 de Junho de 2010)
Agora pergunto-lhe: Porque não tem o Senhor uma palavra sobre a colocação de portagens no Parque do Carril?
Não diz o Senhor mas digo eu. Porque eles agora querem voltar atrás com a decisão que tomaram!
E, já agora, porquê que o Senhor nada diz sobre a destruição que se está a verificar em todo aquele espaço envolvente?
É só ver o estado em que está o campo de golfe construído por Rosa do Céu e que a DOUTORA Vanda tão bem soube manter:
Campo de Golfe em Junho de 2009
Campo de golfe completamente alagado em Junho de 2010

Da próxima seja mais cuidadoso nas suas investigações.
Sempre a considerá-lo,

Al Berto Maravilha

Memórias..do mês de Abril...de 2010!

Já muito se escreveu sobre o Parque do Carril e a confusão é tanta que, no estrito cumprimento do meu dever como detective encartado,sinto-me na obrigação de tornar público em primeira mão(?)um comentário publicado no JA em Abril deste ano, bem como um dos comentários que ali foi transcrito:
"Parque de Merendas do Carril está todo imundo"
"O Parque de Merendas do Carril, encontra-se num estado lastimável porque a limpeza a esta zona de lazer não é feita nas melhores maneiras e com a periodicidade devida.
Ali se pode encontrar toda a espécie de lixo como folhas secas e ramos partidos que impedem, pelo estado imundo em que se encontra, de poder ser utilizado por qualquer pessoa.
Este espaço é um património natural paisagístico de elevada riqueza e diversidade porquanto se situa junto do Rio Alpiaçoilo, agora também conhecido por “Vala Real” tendo como “companhia” na época de Verão o “Mercado de Frutas” onde se faz a comercialização do melão e da melancia, que é considerado um dos mais importantes do país.
Isto pouco deve importar os responsáveis que deveriam ter um maior cuidado pelo espaço que é visto diariamente por centenas de pessoas. Supostamente esta sujidade não deve incomodar quem compete zelar pelo asseio e conservação do Parque de Merendas do Carril."

J.A.

Anónimo disse...
"Devem tanto lá fazer obras como o Rosa do Céu ia fazer um cais para passeios turísticos na vala.
Mas mesmo que façam pelo menos podiam limpar o parque que está todo sujo e abandonado e é uma vergonha.
Quanto a obras neste parque: Vão esperando sentados"
06 Abril, 2010

O tempo passou e...não é que estão mesmo a fazer obras no Parque do Carril?
Comissário Bolachinha
Detective Independente

Confundir…para reinar


Que Alpiarça e muitos outros concelhos com idênticas características, atravessa um prolongado período de estagnação, não é propriamente uma novidade. O que é novo são os disparates que se dizem por aí a propósito de um assunto muito sério.
E esses disparates têm um objectivo: Associar a gestão da CDU, que leva apenas meia dúzia de meses, à situação preocupante em que se encontra o nosso concelho.
Preocupante, porque os números do desemprego não param de aumentar.
Porque a nossa terra tem um pequeníssimo e débil aparelho produtivo.
Porque o número de famílias ligadas á agricultura, diminui de ano para ano.
Porque Alpiarça, à semelhança de quase todos os concelhos do interior, não consegue fixar os jovens na terra, o que provoca um acentuado envelhecimento da sua população.
Porque, resultado de opções políticas do poder central, as micro, pequenas e médias empresas e estabelecimentos comerciais atravessam um período de profunda agonia.
Porque um concelho que não tenha acessibilidades em condições (bem falta faz o IP3), tem muito maiores dificuldades em atrair investimento.
Tudo isto resulta de políticas erradas que, ano após ano tem conduzido o país e o concelho a esta realidade.
Ignorar isto e transformar as dificuldades existentes em arma de arremesso quer para quem gere actualmente o município, quer para quem o geriu anteriormente, è coisa que não dignifica e è coisa pouco séria.
È verdade que as autarquias podem e devem ter um papel activo na resposta a estas dificuldades. A nossa concerteza que tudo fará para dar a contribuição que lhe cabe e, certamente estará disponível para acolher os contributos sérios e construtivos venham eles donde vierem.
E há muita coisa que pode ser feita para potenciar as mais valias de Alpiarça, quase todas elas monesprezadas ou ignoradas ao longo de anos.
Mas…vamos ao concreto: Se por hipótese a nossa CM resolvesse oferecer terrenos e demais incentivos para a fixação de empresas, alguém no seu perfeito juízo julgaria que viriam investidores ás carradas instalar-se em Alpiarça?
Então a realidade do país e da região não vai exactamente em sentido contrário?
O mercado da habitação está parado em todo o lado e em Alpiarça ainda está mais do que isso…
O que pode fazer um município com a dimensão e as condições de Alpiarça, para inverter esta situação?
Acresce a tudo isto que a nossa CM está na situação em que está e, para além disso, a nossa como todas as outras, estão a ser afectadas com as medidas de contenção aprovadas pelo PS com o apoio do PSD.
Num momento em que a nossa CM poderia ser um elemento que contribuísse para minorar os impactos negativos da grave situação social que vivemos, o que se verifica é que, como resultado da sua situação financeira, mas particularmente como resultado das medidas restritivas do governo, ela está, na prática impedida de completar ou de alargar o seu quadro de pessoal.
Esta realidade, a que todos os comentadores e agitadores de serviço fogem, prejudica por um lado a capacidade de resposta do município (falta muita gente nos quadros da CM, designadamente para trabalhos externos, como sejam obras, limpeza, etc.) e por outro, inviabiliza que a CM pudesse ter um papel ainda mais activo na satisfação das inúmeras necessidades de emprego com que se depara um número cada vez maior de Alpiarcenses.
Alpiarça anexada por Almeirim?
PS e PSD (pelo menos alguns dos seus principais dirigentes, segundo a comunicação social) estarão a procurar entender-se sobre a necessidade da redução do número de municípios.
Alpiarça veio á baila.
O que espanta é que surjam em coro, vozes de supostos alpiarcenses (agora com letra pequena…) a subscrever tamanha barbaridade!
Serão certamente os mesmos que também entendem que Portugal deveria tornar-se uma província de Espanha.
Não se brinque com coisas sérias!

Comunistas da Azinhaga homenagearam Saramago

segunda-feira, 21 de junho de 2010


Cá estou eu novamente em contacto convosco.
Começo por agradecer os comentários a esta minha participação.
Hoje vou falar-vos de dois assuntos que estão na ordem do dia:
Primeiro assunto: Vu-zu-vela ou vu-vu-zela?
Dizem-me que o Dr. Jorge Lacão teria falado de mim na Assembleia da República.
Não é verdade. O Senhor Dr. Lacão falou de vu-zu-velas, o que não é a mesma coisa.
Vu-zu-vela, é o ramo pobre da minha família, com quem obviamente não tenho qualquer contacto!
Estamos esclarecidos?
Segundo assunto: Qual o tratamento adequado na Assembleia Municipal?
Respondendo à minha amiga Milu Lufa-Lufa (obrigados Milu pelo seu e-mail), em que me pergunta qual a forma mais correcta de tratar a DOUTORA GRACIETE (um beijinho para ti Graciete. Quão incompreendida tens sido minha amiga…Eu avisei-te. Metes-te no meio do povo, depois não te queixes…).
Na minha opinião não existe uma única forma de tratamento considerada correcta. Qualquer uma delas poderá ser usada sem ferir as regras da boa educação e da etiqueta:
“Senhora deputada eleita municipal DOUTORA Graciete” ou “Senhora DOUTORA deputada eleita Graciete”
O que não podem ser usadas de maneira nenhuma são expressões do tipo “camarada DOUTORA Graciete” ou “DOUTORA camarada Graciete”.
Adeus e até breve.

domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago - Breves notas biográficas

Nasceu em Azinhaga (Golegã) em 16 de Novembro de 1922,de uma família de gente pobre.
Dois anos depois, a família muda-se para Lisboa.
Frequenta um curso técnico. O seu primeiro emprego é como serralheiro mecânico. Depois é funcionário público.
Na Biblioteca do Palácio Galveias lê. Muito.
Jovem, iniciou a sua actividade antifascista, participando em várias iniciativas da resistência; em 1948/49 é apoiante e interveniente activo na candidatura de Norton de Matos à Presidência da República.
Faz crítica literária na Seara Nova, traduz (Tolstoi, Hegel, Baudelaire), trabalha como jornalista, dirige o Suplemento Cultural do Diário de Lisboa.
Escreve poesia: Os Poemas Possíveis (1966) e Provavelmente Alegria (1970).
Em 1969 adere ao Partido Comunista Português, passando desde logo a integrar a organização dos intelectuais de Lisboa.
Em 1969 e 1973 desenvolve intensa actividade na CDE no decorrer das campanhas «eleitorais» para a chamada Assembleia Nacional.
Activista do Conselho Português para a Paz e a Cooperação, participa em vária iniciativas a favor da paz.
A seguir ao 25 de Abril passou a fazer parte da Célula dos Escritores do Sector Intelectual de Lisboa.
Logo a seguir é eleito para a Direcção do Sector de Artes e Letras, organismo entretanto criado e ao qual se manteve ligado durante muitos anos, mesmo depois de ter passado a dedicar-se totalmente à escrita.
No decorrer do processo revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril de 1974, participa militantemente nas múltiplas iniciativas levadas a cabo pelo Partido, tal como nas importantes e diversificadas acções do movimento operário e popular.
Nesse período foi director-adjunto do Diário de Notícias, cargo de que foi afastado na sequência do golpe contra-revolucionário de 25 de Novembro de 1975.
Nesse ano publica o livro de poemas O Ano de 1993.
Desde 1976, participa, com outros intelectuais comunistas, nas jornadas de trabalho da Festa do Avante.
Em 1977 publica o romance Manual de Pintura e Caligrafia e no ano seguinte o volume de contos Objecto Quase.
Segue-se a publicação sucessiva de um vasto conjunto de obras que o afirmam como figura cimeira da literatura nacional e mundial. Romances: Levantado do Chão (1980); Memorial do Convento (1982); O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984); A Jangada de Pedra (1986); História do Cerco de Lisboa (1989); O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991); Ensaio sobre a Cegueira (1995); Todos os Nomes (1997); A Caverna (2000); O Homem Duplicado (2002); Ensaio sobre a Lucidez (2004); As Intermitências da Morte (2005); A Viagem do Elefante (2008); Caim (2009) – para além de peças de teatro, livros de crónicas e de viagens, diário.
Entretanto, prossegue a sua actividade político-partidária: nas eleições autárquicas de 1989, proposto pelo Partido, integra a lista da coligação «Por Lisboa» e é eleito Presidente da Assembleia Municipal; foi candidato ao Parlamento Europeu, pela CDU, em todas as eleições para aquele órgão, desde 1987 até 2009.
Em 1998 a qualidade superior da sua obra literária é reconhecida mundialmente com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura – e sagra-se como o primeiro, e até agora, único escritor de Língua Portuguesa galardoado com esse Prémio.
No dia em que regressou a Lisboa após a atribuição do Nobel, o Partido prestou-lhe homenagem numa sessão memorável, no Centro de Trabalho Vitória – e, acabada a sessão, dirigiu-se para o Terreiro do Paço a dar um abraço solidário aos trabalhadores que ali levavam a cabo uma jornada de luta contra mais um pacote anti-laboral disparado pelo governo então de serviço à política de direita.
Entretanto, a sua Obra atrai a atenção de criadores culturais: inspirado no romance Memorial do Convento, o compositor Azio Carghi produz a ópera Blimunda; o realizador Fernando Meireles transpõe para o cinema o Ensaio sobre a Cegueira.
Nos anos seguintes, e até há bem pouco tempo, José Saramago correu várias vezes o mundo, participando em conferências, colóquios, fóruns, seminários, debates, levando a outros povos e outras gentes a sua reflexão sobre a situação no mundo.
Na memória dos portugueses perdura, sem dúvida, o discurso de José Saramago, em Estocolmo, quando ali foi receber o Prémio Nobel – um discurso proferido, por coincidência, no ano que se comemorava o 50º aniversário da assinatura da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Em 2008, por ocasião do 10º aniversário da atribuição do Prémio Nobel, José Saramago foi homenageado na Festa do Avante. Não podendo estar presente, por motivos de saúde, enviou uma fraterna mensagem em que saudava os construtores da Festa, aqueles que, «com o seu trabalho voluntário, e não pedindo nada em troca, constroem a Festa»; aqueles para os quais «a Festa é indispensável» e que «são também indispensáveis à Festa».
Falando dos seus livros, José Saramago disse um dia: «Creio que nada ou quase nada do que fiz depois do 25 de Abril, podia ter sido feito antes» - palavras que nos confirmam que a Obra de José Saramago é, também ela, uma conquista de Abril.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Uma festa para todos? Era o que faltava!


Assim, em vez de termos uma festa para todos temos uma festa só para alguns!
Esta frase foi retirada de um Jornal que andou a ser distribuído na nossa terra pelo PS.
(Milagre! Afinal o PS existe em Alpiarça!)
Uma festa para todos? Era o que faltava!
Liberdade, democracia sim senhor, mas com limites e acima de tudo muito respeito…e cada um no seu lugar!
Eu era lá capaz de me misturar com aquela gente!
Aquilo parecia um ajuntamento de bárbaros; Comiam sardinhas á mão, bebiam vinho, comiam sopa da pedra…uma vergonha!

É por isso que acho que festas deste tipo devem ser só para alguns!
Era o que faltava eu e tantas outras como eu, misturadas com o povo!
Que fique claro que nada me move contra o povo. Eu até acho graça ao povo, mas cada um no seu lugar!
Não percebo porquê que estão a fazer um muro tão baixinho…Dizem-me que assim um tal mirone cá do burgo, que agora até tem uma bicicleta nova, podia fiscalizar melhor o que lá passou…Não estou de acordo!
Só porque alguém quer dar uma espreitadela, não se constrói um muro alto, assim com mais de 3 metros de altura?
Era só vantagens!
Assim o povo sentia-se mais á vontade para as suas brincadeiras como por exemplo, tirarem a pedra da sopa a atirarem-na uns aos outros…E para além disso, o cheiro das sardinhas não se propagava tanto!

Já agora, numa festa com F grande as pedras da sopa são certificadas. As que eles usaram foram compradas na loja dos chineses!

Que fique claro! Nada me move contra os chineses só que, quando olho para eles até parece que fico com os olhos em bico…

Comissário Bolachinha revela documentos secretos!


Documentos confidenciais a que o Comissário Bolachinha teve acesso, provam que a CDU há muito que mantinha em segredo o seu projecto de requalificação do Parque do Carril.
Nos mesmos documentos pode ler-se ainda uma nota com a chancela de SECRETO, onde está lá escrito, preto no branco que vai haver um Festival do Melão em Alpiarça.
O Comissário Bolachinha apela a todos os cidadãos para que exijam a publicação dos documentos secretos existentes no Bunker da Rua Silvestre Bernardo Lima. Se assim acontecer, acabam os boatos de que as obras no Carril foram feitas de propósito para a festa que o PCP ali realizou.

Comissário Bolachinha - detective independente