sábado, 23 de outubro de 2010

CDU realizou reunião com candidatos e activistas

Candidatos e activistas da CDU no concelho de Alpiarça estiveram ontem reunidos para avaliarem a actividade desenvolvida nos órgãos autárquicos do concelho e para delinearem as principais linhas de trabalho para o futuro próximo e para os Planos de Actividades e respectivos Orçamentos da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia para o ano de 2011.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Não atirem mais areia para os olhos!

Em tempos difíceis como o que estamos a viver actualmente, convém ir distraindo a população em geral e criar manobras de diversão, para que as pessoas não se centrem no que realmente de grave se está a passar. A história mostra-nos que sempre foi assim e agora não é diferente.

Depois da atribuição do prémio Nobel da Paz, em 2009, a Barack Obama, agora em 2010 a Liu Xiaobo, pensei que já nada me surpreendia.

Aliás, relativamente à atribuição destes dois prémios, que não me parecem indissociáveis, levantam-se-me uma série de dúvidas. Quem era Barack Obama? Para além de ser o Presidente de um País, o que fez em prol da paz no mundo? Mais, considerando que tomou posse em Janeiro de 2009, como é que logo passado uns meses é-lhe atribuído este prémio. Não podendo esquecer, obviamente, que preside um País que tem feito milhões de mortes por todo o mundo ao longo dos anos, mais recentemente com a invasão do Iraque, no Afeganistão, etc, etc, com a conivência deste mesmo senhor que foi galardoado com o Nobel da Paz. É este o expoente máximo da luta pela paz?

Continuando na mesma linha, atribui-se o prémio Nobel da Paz, em 2010 a um activista chinês “pela sua longa e não violenta luta pelos direitos humanos fundamentais na China”. Independentemente da opinião que possa ter relativamente à política daquele país, que muito provavelmente não é positiva, não posso deixar de pensar que esta distinção é tudo menos inocente.

Para terminar, fico hoje a saber que o” Parlamento Europeu atribuiu esta quinta-feira o Prémio Sakharov a Guillermo Fariñas, o dissidente cubano que esteve em greve de fome pela libertação de presos políticos no seu país”. Logo se apressaram a congratular-se com esta vergonha, os nossos queridos eurodeputados do PSD e CDS-PP. O Sr. distinguido com o galardão, considerado um dos mais importantes para os direitos humanos, afirma que o prémio não se destina a si mas ao seu país e ao seu povo. Tenho quase a certeza que o povo cubano não se orgulha da atribuição deste prémio. Porque é exactamente o povo cubano, que tem lutado ao longo dos últimos 50 anos, por uma sociedade verdadeiramente socialista. Onde, mesmo com todas as dificuldades impostas pelo embargo económico (decidido justamente pelo Governo Americano, que actualmente é presidido por Barack Obama, o grande lutador pela Paz) toda a população tem ensino e saúde gratuitos e de qualidade. Pilares básicos, de uma sociedade moderna e progressista. Ao contrário de imensos países da Europa, onde se inclui Portugal. Dos EUA é melhor nem falar.

Mas o que são afinal os direitos humanos? Nós que vivemos num país, em que o ataque aos trabalhadores é cada vez maior, em que as condições de vida se têm degradado de uma forma abismal, em que pretendem acabar de uma vez por todas com o acesso gratuito à saúde e ao ensino, com os apoios sociais, baixam os salários, aumentam o custo de vida, em que há cada vez mais desempregados…

Confesso que estou cansado destas manobras políticas, estrategicamente pensadas, para distrair as pessoas do essencial. Completamente tendenciosas, que pretendem empurrar-nos sempre na mesma direcção. Já o eleito do PS na Assembleia Municipal, dizia, a culpa é dos Chineses. E, enquanto formos permitindo, e acreditando no que nos dizem diariamente sem nos questionarmos, lá nos vão enterrando mais um bocadinho. E quando dermos por isso, francamente não sei onde estaremos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Secretário de Estado da Administração Local desloca-se a Alpiarça

No próximo dia 25 de Outubro, pelas 11 horas, o Secretário de Estado da Administração Local, Dr. José Junqueiro desloca-se a Alpiarça para celebrar os contratos-programa, no âmbito de candidaturas já aprovadas, a que o Município se candidatou, para fazer face aos estragos das últimas intempéries de Dezembro de 2009.

sábado, 16 de outubro de 2010

ASAL – Academia Sénior de Alpiarça Início do Ano Lectivo


 
A ASAL–Academia Sénior de Alpiarça iniciou o ano lectivo no dia 14 de Outubro com uma cerimónia de abertura no auditório da Biblioteca Municipal de Alpiarça.
Este projecto iniciado em Outubro de 2008 com 44 alunos, terminou o último ano lectivo com 60 alunos, embora tivesse 90 alunos inscritos. A ASAL é um projecto que resulta de uma parceria entre a Sociedade Filarmónica Alpiarcense 1.º de Dezembro, Paróquia de St.º Eustáquio, Clube Desportivo “Os Águias”, Agrupamento de Escolas José Relvas, AIDIA-Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça, ARPICA-Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Alpiarça, Junta de Freguesia de Alpiarça, Câmara Municipal de Alpiarça e a colaboração dos Bombeiros Municipais de Alpiarça.
Na abertura do ano lectivo foi referido pela Coordenadora Técnica, Enfermeira Margarida Carreira, “… a envolvência dos parceiros, assim como de outras entidades, bem como a disponibilidade dos professores, fazem com que este projecto tenha esta sustentabilidade.” O Presidente da Câmara, referiu-se à parceria da Câmara Municipal com a Academia Sénior de Alpiarça e desejou um Bom Ano Lectivo a todos os intervenientes no processo educativo. A Professora Maria Luísa Barreiros dirigiu-se aos presentes para referir a caminhada que todos o alunos da ASAL fazem, um dia de cada vez, onde cada um transmite a sua experiência de vida.
Esta recepção da abertura do ano lectivo terminou com a projecção de vídeo sobre as actividades da ASAL.

Reunião da Câmara Municipal com a População do FRADE de CIMA



A Câmara Municipal de Alpiarça realizou no passado dia 14 de Outubro, uma reunião com a população do Frade de Cima.
Estiveram presentes, o Presidente da  Câmara, Dr. Mário Fernando A. Pereira, e o Vereador Mário Peixinho.
De entre outros, foram tratados os seguintes assuntos:
-        Projecto de requalificação urbanística para a área entre o Jardim de Infância/Campo Polivalente e o Edifício da Escola Primária;
-        Utilização das instalações da Escola Primária;
-        Estradas e Caminhos;
-        Lombas (redução de velocidade);
O  Presidente da  Câmara começou por salientar a presença dos mais de 50 munícipes nesta reunião, numa manifestação inequívoca da participação popular fundamental em democracia, no sentido de discutir e procurar resolver os problemas da localidade, e; referiu ser intenção da Câmara Municipal continuar a reparar e a beneficiar as estradas e caminhos do Frade de Cima; informou estar para breve a concretização de 2 candidaturas já aprovadas, a que o Município se candidatou, para fazer face aos estragos das últimas intempéries que assolaram o concelho de Alpiarça, e que abrangem vários caminhos rurais: Rua Vale de Veados, Caminho Municipal Perpendicular à Estrada Municipal 1370-1, Caminho Municipal/Estrada Rural-A2,  Caminho Municipal de ligação Rua dos Sobreiros/Rua Alfredo Lima e Caminho Municipal da Gouxa.
Apresentou o projecto de requalificação urbanística para a área entre o Jardim de Infância/Campo Polivalente e o Edifício da Escola Primária, que contempla ainda a construção de capela e morgue.
Na sequência de várias questões colocadas pelos presentes, com o encerramento da Escola do 1.º Ciclo, foi equacionada a utilização do edifício, eventualmente como Jardim de Infância ou como Centro de Convívio para Idosos.
Referiu ainda que a autarquia vai continuar a ceder as instalações da Escola Primária para a celebração de culto religioso, e manifestou a disponibilidade por parte da  Câmara Municipal de ser parceira num projecto de construção de uma capela no Frade de Cima.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu bem sabia...



VALE A PENA PERDER UNS MOMENTOS E SABOREAR O RELATO DE UMA EX-SOARISTA CONVICTA.



"Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me.



Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers"…

A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.

A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.

A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.

A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.

A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França -21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).

A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.

A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.

A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.

A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.

A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares.

Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.

A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.

A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.

A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.

A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.

A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.

No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai.... e não volta mais."

Clara Ferreira Alves

Expresso

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Orçamento do Estado para 2011 vai agravar a situação do país

À saída do encontro Governo, Bernardino Soares afirmou que as preocupações levantadas pelo PCP se confirmam e que as medidas impostas acentuam os sacrifícios aos trabalhadores e ao povo, levarão à recessão económica e ao aumento substancial do desemprego, enquanto que os colossais lucros dos grupos económicos não serão afectados.


 Orçamento do Estado para 2011 vai agravar a situação do país

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Há petróleo na Zona Industrial?

Está a acontecer qualquer coisa na Zona Industrial...

Ou andam à procura de petróleo, ou é a Câmara Municipal que está a dar início a mais uma pequena obra...
Vou investigar e digo mais qualquer coisa um dia destes.

Comissário Bolachinha
Detective independente

A “cassete”



Pela enésima vez o papel da “oposição socialista” e os “projectos” para Alpiarça voltam à luz do dia.
sabemos que o PS “não pretende de forma alguma estagnar o desenvolvimento de Alpiarça” e que esta força política pretende que o executivo da CDU “seja bem claro, bem explícito” e que apresente “projectos credíveis que contribuam para melhoramentos em Alpiarça”.
Ficámos também pela enésima vez a saber que o PS ou autor do texto publicado num blogue, estão nervosos com a falta de “projectos de maior envergadura”.
Sabemos que, como diz o nosso povo, o pior cego é aquele que não quer ver.
Por isso, sabemos de antemão que não argumentos, ideias, factos que os possam demover da sua cegueira militante.
Mas como temos uma costela de masoquistas, aqui vai mais uma tentativa.
1. O PS não precisa de tentar "estagnar o desenvolvimento de Alpiarça"… pela simples razão da que já…estagnou!
Estagnou o concelho ao longo dos 12 anos em que esteve em maioria no executivo municipal;
Estagnou e estagna o concelho com as políticas que tem seguido no governo, com o apoio dos seus deputados na Assembleia da República, alguns deles naturais desta terra que tanto dizem amar!
Como se pode impedir a estagnação quando, como vem acontecendo há décadas, se destrói o aparelho produtivo, se promove o abandono da agricultura e as falências de pequenas e médias empresas comerciais e industriais?
Como se pode impedir a estagnação quando, como vem acontecendo há décadas, se encerram serviços públicos, se promove a desertificação dos concelhos do interior e o envelhecimento das suas populações residentes?
Aguardamos, sem qualquer esperança, que alguém nos responda…
2. Estão a desenvolver-se projectos de grande envergadura em Alpiarça, de acordo com as disponibilidades financeiras do Município.
Esta é que é a verdade.
E quais são essas possibilidades? Vejam se percebem:
A CM tem uma receita anual de 100.
Desses 100, 5 são receitas próprias (taxas e impostos pagos pelos cidadãos e pelas empresas).
Como a vida está difícil, gasta-se menos, constrói-se menos, menos vende-se menos…
Desses 5, efectivamente só entram 3.
Em vez de 100, a CM passa a ter 98.
Dos tais 95 que viriam do Orçamento de Estado, o governo resolve cortar 20%.
Em vez de 95 a CM passa a receber 76.
Desses 76, 50 são para despesas fixas, incluindo pessoal.
Dos 26 que restam, 20 são para pagar dívidas acumuladas pela gestão anterior.
Teremos então 6 para pequenas obras de manutenção e de melhoramentos e, para “projectos de envergadura”…
É por isso que, dos vários projectos em curso, os de grande envergadura (independentemente da opinião que cada um de nós terá sobre a sua oportunidade…) são, sem dúvida, as Obras de recuperação da Casa Museu e construção do Centro Escolar.
Eu sei que já estão a dizer que estes projectos vêm do passado. È verdade.
Eles pensaram em ter um filho (neste caso mais do que 1). A criança nasceu. Os pais abandonaram-no e agora nós temos que o criar, alimentar e desenvolver!
E ainda nos pedem para fazermos mais filhos?
E alimentamo-los com que dinheiro?
3. Há projectos mais do que claros para Alpiarça.
O principal de todos eles é o saneamento financeiro da CM, é o pagamento aos fornecedores, alguns deles do concelho, para que também eles se possam aguentar e pagarem os seus compromissos e manterem os seus empregados!
E aqui começam de facto as divergências com a oposição.
A CDU entende que deve pagar o que se deve.
O PS, conforme ficou clarinho pelas palavras de um seu eleito na Assembleia Municipal, acha que não se deve pagar… e que até algumas dessas dívidas podem prescrever…

Também eu tenho alguma saudade do Rosa do Céu. Esse ao menos não assumia que era caloteiro. Dizia sempre que não tínhamos de pagar e, nalguns casos até afirmava que teríamos a receber!
Estes de agora sabem que devemos, mas entendem que não se deve pagar!
È por isso que continuam a aguardar por projectos “bem claros e bem explícitos”…
Mas…ainda querem maior clareza?
Pronto. Terminei. Sei que não valeu de nada o meu esforço. Eles até compreendem, só que…


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Deputados do PCP jantaram em Alpiarça


Na noite de segunda feira, deputados do PCP, dirigentes nacionais e regionais do Partido e os jornalistas  que acompanharam as Jornadas Parlamentares, tiveram um jantar privado no Restaurante Portal da Vila, em Alpiarça.
Esteve igualmente presente o Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça.

Jornadas Parlamentares do PCP - Contactos com diversas instituições do distrito de Santarém


As Jornadas Parlamentares do PCP realizadas no distrito de Santarém, confirmam a necessidade da ruptura com as políticas de direita, praticadas pelo PS e PSD ao longo dos anos, de abandono das populações, acentuando a precariedade laboral e o desemprego, a destruição da capacidade produtiva do país.
Durante a tarde, foram realizadas diversas visitas a instituições relevantes do distrito de Santarém.
Visita às empresas MARTIFER, EMEF, IFM/Platex, MITSUBISHI, visita ao Hospital de Tomar, encontro com a União dos Sindicatos de Santarém e com dirigentes sindicais dos Ferróviários, encontro com a Comissão de Utentes da Ponte de Constância e da A23, com a Associação de Agricultores dos Concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação, visita ao Infantário da Gualdim Pais, sessão com a população sobre o encerramento de Serviços Públicos no Couço, entre outros.

Jornadas Parlamentares do PCP em Santarém

 
I
As visitas realizadas no âmbito destas Jornadas Parlamentares permitiram confirmar no terreno as principais preocupações que o PCP tem manifestado quanto à situação económica e social do distrito de Santarém.

A grave situação económica e social do distrito acompanha os problemas do país: destruição aparelho produtivo nacional, desemprego, precariedade, baixos salários, emprego não qualificado, recurso generalizado a empresas de subcontratação de mão-de-obra. O número de desempregados registados é de 19 000 trabalhadores, sendo que 27% não tem qualquer apoio em situação de desemprego. A falta de investimento público no distrito tem tido consequências graves no encerramento e falência de empresas de construção civil.

Os trabalhadores estão confrontados com a perda de direitos individuais e colectivos: imposição do banco de horas em sectores onde não está consagrado na contratação colectiva; tabela salarial abaixo do salário mínimo nacional, como no sector da construção e madeiras onde são praticados salários de 459€; boicote do patronato à actualização salarial e caducidade dos contratos colectivos de trabalho; medidas repressivas e autoritárias sobre os trabalhadores; boicote e desrespeito pelos direitos sindicais; ineficácia acção ACT; dificuldade de acesso à justiça por parte dos trabalhadores e das suas organizações representativas e aumento das custas judiciais. Subsiste ainda e apesar do compromisso do Governo e das Associações Patronais o incumprimento do acordo de fim da discriminação salarial na cortiça.

A destruição do aparelho produtivo, manifestou-se no distrito de Santarém com particular gravidade, nomeadamente com os processos de insolvências de inúmeras empresas, entre as quais, só no sector das madeiras, a João Salvador, Manuel Freitas Lopes e IFM-Platex, que colocaram no desemprego cerca de 620 trabalhadores, e na agricultura, com o fim da produção e transformação da beterraba sacarina no Vale do Sorraia.

O encontro com a Associação dos Agricultores dos Concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação, permitiu confirmar os inúmeros estrangulamentos e obstáculos à prevenção estrutural na floresta. Foram feitas referências ao PRODER (baixo nível dos incentivos, desadequação da legislação para a pequena agricultura, burocracia), ao Fundo Florestal Permanente, com o desvio das verbas para o suporte dos gabinetes florestais dos municípios e à descredibilização das ZIF, que em geral não passaram do papel, “abandonadas” pelo Governo. Não é aceitável que numa região que possui dos solos mais férteis do país, a agricultura não seja considerada como um factor central para o desenvolvimento económico da região e do país.

Por outro lado, acentuou-se o processo de encerramento de serviços públicos no distrito, pondo em causa direitos sociais fundamentais. Assumem a este respeito particular gravidade, o encerramento de serviços de saúde e a falta de médicos de família e outros profissionais de saúde em inúmeras localidades, prejudicando especialmente as populações mais idosas e de menores recursos.

No início do presente ano lectivo, encerraram no distrito de Santarém, 46 escolas do ensino básico, dificultando o acesso à escolaridade por parte de largas centenas de crianças.
Foram ainda encerrados recentemente vários balcões da segurança social, numa altura em que mais são precisos, sendo previsível o encerramento de muitos outros a curto prazo.

Esta política economicista de encerramento de serviços públicos acentua a desertificação do país, aumenta as assimetrias regionais, afecta gravemente a economia da região, condenando muitas localidades ao envelhecimento e ao declínio, e põe em causa direitos fundamentais das populações.

O ataque aos serviços públicos com o objectivo de privatização de serviços essenciais traduz-se na falta de trabalhadores e no recurso à subcontratação da mão-de-obra, nomeadamente médicos, enfermeiros, auxiliares de acção educativa sem formação profissional; no congelamento das admissões na administração pública; no não pagamento horas extraordinárias; na utilização de transporte próprio dos trabalhadores para garantir serviço público; na falta de trabalhadores nos serviços de finanças e consequente aumento ritmos de trabalho levando a situações de ruptura que culminam no encerramento e redução do atendimento, como é o caso dos serviços de segurança social na Golegã.

As dificuldades também são sentidas no sector das IPSS’s com a diminuição da comparticipação do Estado e consequente aumento das prestações das famílias.

A freguesia do Couço, concelho de Coruche, é neste momento um caso paradigmático de exemplo daquilo que é o encerramento de serviços públicos um pouco por este país fora. A constituição da Unidade de Saúde Familiar veio criar problemas na freguesia uma vez que os profissionais de saúde que aí trabalham têm de reforçar as equipas que funcionam na sede de concelho. Os serviços da Segurança Social encerraram. Em matéria de educação, foi criado um mega agrupamento no concelho, no qual se fundiu o agrupamento de escolas do Couço, sem o parecer positivo deste.

À semelhança do que se passa nas unidades hospitalares do país, no Hospital de Tomar também se sentem as consequências das políticas de desinvestimento na saúde, nomeadamente os elevados tempos de espera no serviço de urgência, resultado da insuficiente acessibilidade aos cuidados primários de saúde e da carência de meios humanos.

Em reunião com a Comissão de Utentes da Ponte de Constância, o Grupo Parlamentar do PCP teve oportunidade de ouvir de viva voz as preocupações das populações que ficaram, desde 20 de Julho, privadas daquela infra-estrutura e de confirmar a urgência de garantir uma alternativa. Tendo em consideração que o encerramento desta ponte causa enormes incómodos e avultados prejuízos às populações e às autarquias de Constância e Vila Nova da Barquinha, tendo impactos muito significativos em toda a vida económica e social da região.

Considerando para além disso, que a ligação encerrada tem uma importância estratégica para a região, tendo em conta os perímetros militares de Santa Margarida e de Tancos, os acessos a importantes unidades industriais e o acesso aos CIRVER situados no concelho da Chamusca, torna-se indispensável encontrar uma solução rápida e eficaz para restabelecer a normalidade da circulação rodoviária na ponte de Constância.

Assim, o GP do PCP vai apresentar ainda esta semana um projecto de resolução com o objectivo de garantir a celeridade na adopção de medidas urgentes com vista à reabertura da Ponte sobre o Tejo em Constância e a adopção de medidas de cooperação técnico-financeira destinados a compensar esse município dos prejuízos decorrentes do encerramento dessa infra-estrutura rodoviária, previstas na Lei das Finanças Locais.

Ao nível das acessibilidades, a somar ao problema já referido da ponte de Constância, assumem particular gravidade, o sistemático adiamento da construção de acessibilidades de há muito prometidas, como sejam, as novas travessias do Tejo a norte do distrito, sendo certo que há mais de um século que não se constrói qualquer ponte sobre o Tejo a norte da cidade de Santarém, bem como a conclusão dos troços do IC 3 e do IC 9. Porém, em vez de resolver estes problemas, o Governo tenciona acrescentar um novo problema para as populações, com a absurda e injusta introdução de portagens na A23.

Esta medida, numa via estruturante para a vida e a economia da região e que não possui qualquer alternativa viável, viria lesar de forma drástica uma população já sacrificada por inúmeros problemas sociais. O GP do PCP assume por isso o compromisso de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir a imposição desta medida.

II

O país está confrontado com uma das mais graves crises das últimas décadas. O grave défice que enfrentamos é o défice de produção, bem reflectido no crescente endividamento externo da economia portuguesa.
A persistência numa política vinculada aos interesses dos grupos económicos e financeiros, de abdicação dos interesses nacionais, de desaproveitamento dos seus recursos e potencialidades está, não só na origem dos gravíssimos problemas que o país enfrenta – estagnação e recessão económica, aumento da dependência externa, desemprego e défices estruturais (alimentar, energético, industrial, tecnológico) – como é um factor de agravamento da actual situação e de condicionamento do futuro do país.

Portugal não é um país pobre. A defesa da produção e do aparelho produtivo nacional são uma incontornável resposta ao actual processo de declínio económico.
É fundamental inverter este rumo de destruição do aparelho produtivo, e de ataque ao emprego e aos direitos, e combater decididamente este quadro de dependência e fragilidade da economia nacional.

Estas Jornadas incluíram uma visita ao Parque Oficinal do Entroncamento da EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, pertencente à CP). Aqui pudemos confirmar as enormes potencialidades deste importante pólo ferroviário, não só na manutenção e reparação de material circulante mas também no fabrico e exportação, designadamente de vagões de mercadorias. Esta empresa tem provas dadas pela sua qualidade e capacidade instalada, pela elevada qualificação e especialização dos seus trabalhadores, pelo potencial de produção e desenvolvimento que têm dado – e devem continuar a dar ao País.

Estamos perante um sector de importância fundamental para a nossa economia, cuja privatização (já anunciada pelo actual Governo) tem de ser travada e combatida. Pelo contrário, a EMEF tem de ser defendida e valorizada, numa estratégia de modernização e procura de novos mercados. E isso implica investimento público de qualidade, para dotar o país de infra-estruturas e garantir uma substancial e efectiva incorporação da indústria nacional em todas as vertentes. É preciso defender este sector, ultrapassando as fragilidades causadas pelo desmantelamento de indústrias de base que concorrem a montante para a sua cadeia produtiva (de que são exemplos a siderurgia e a laminagem, onde a dependência do exterior se traduz já na importação de todo o aço e dos componentes utilizados para a produção).

Essa dependência é muito nítida no caso da Mitsubishi, multinacional de capital maioritariamente alemão a funcionar no Tramagal e que assume grande importância para a região e para a economia nacional. Esta empresa, dotada com elevada capacidade tecnológica, funciona presentemente num único turno, muito abaixo das suas possibilidades. A empresa tem todas as condições para aumentar muito significativamente a produção, com a correspondente criação de postos de trabalho e criação de riqueza, estando porém esse aumento dependente de decisões tomadas fora de Portugal.

O Grupo Parlamentar visitou ainda a Martifer, empresa portuguesa, cujas áreas de negócio passam pelas energias renováveis, pela construção naval, pela produção agrícola de cereais, mas também pela metalomecânica, tem a sua área de produção desta última vertente no concelho de Benavente. Porém, o valor dos salários pagos aos trabalhadores, o facto de não ter havido aumentos em 2009 e de os aumentos de 2010 terem apenas chegado a metade dos trabalhadores, com critérios que não são claros, levou à revolta dos trabalhadores.

Decidimos assim propor a realização de um debate temático em Plenário sobre a questão da produção nacional, onde possamos confrontar o Governo com a necessidade de uma política económica que ponha em primeiro plano o aumento da capacidade produtiva do país, diminuindo os défices externos e criando emprego.
Apresentaremos também um Projecto de Resolução com vista à tomada de medidas para reduzir os acidentes mortais no meio rural, designadamente a sinistralidade com tractores.

III

Portugal não pode aceitar o espartilho de regras contra a economia portuguesa e contra os direitos do nosso povo que sistematicamente a União Europeia pretende impor, para proteger os interesses dos maiores países e dos grandes grupos económicos. Não pode aceitar absurdos critérios de redução do défice totalmente incompatíveis com as necessidades de desenvolvimento da economia nacional. Não pode estar sujeita a uma política de corte sistemático no investimento e designadamente nas áreas produtivas, que desperdiça até os fundos comunitários e adia o crescimento económico. Não pode submeter-se às inaceitáveis orientações de destruição dos serviços públicos. Não pode tolerar que tendo perdido o Banco de Portugal competências para o BCE, este esteja impedido de emprestar dinheiros aos Estados, mas empreste dinheiro a baixos juros aos grandes bancos, que depois emprestam aos Estados a juros altíssimos.

As medidas anunciadas e aprovadas não acalmam os especuladores. A prova é que quanto mais o Governo aprova mais a especulação exige como bem se viu nos últimos dias.

O Governo, o PSD e também o CDS subscrevem e aplicam esta política. São autores e cúmplices do ataque às prestações sociais, aos salários e às reformas e pensões. E com isso agravam a desigualdade social, aprofundam a crise económica e tornam certa a recessão. E com ela mais dificuldades haverá para equilibrar as contas públicas. É o défice a matar a economia em vez de ser a economia a matar o défice.

Um orçamento do Estado com a continuação e aprofundamento desta política não resolve, antes agrava os problemas do país. Essa é a questão fundamental que está em decisão no próximo orçamento e que nem o Governo nem o PSD querem abordar, porque na realidade convergem nas questões essenciais e querem ambos a continuidade da política de direita. Querem ambos uma política de corte drástico nas políticas sociais e de redução efectiva dos salários, seja no sector público, seja no privado.

Bem pode agora o PSD encenar profundas divergências com a política do PS. É caso para perguntar, de que discorda o PSD? O PSD está ou não de acordo com os privilégios fiscais da banca? Com os cortes salariais? Com a destruição da administração pública e dos serviços públicos? Com as sucessivas tesouradas no investimento público? Está.

Foi ou não o PSD, que tanto fala de PPP, a lançar as parcerias público privadas da saúde, aliás continuadas pelo PS, que custarão ao Estado mais de 7500 milhões de euros, isto é, um valor equivalente ao valor de 15 dos 100 submarinos de que fala Passos Coelho.

O PSD, que aprovou o actual Orçamento, o PEC e várias outras medidas adicionais, vem agora dizer que se não houvesse eleições presidenciais apresentaria uma moção de censura. É preciso lembrar ao PSD que já houve uma moção de censura nesta legislatura e que o PSD não a votou. O PSD chumba a censura quando ela existe e ameaça com ela quando a Assembleia da República já não pode ser dissolvida. É o estilo conhecido popularmente como “agarrem-me senão eu mato-o” aplicado à política nacional.

Do que precisamos no próximo Orçamento do Estado é de um aumento real dos salários, das reformas e pensões, que reponha uma parte da perda de rendimento dos últimos anos e que seja também um instrumento de combate à pobreza e de dinamização do crescimento económico. Precisamos de um orçamento que aumente o investimento público com vista ao crescimento económico.
Precisamos de um Orçamento que aumente os impostos onde isso é justo e indispensável e que corte na despesa onde isso é útil e justificável.

Relativamente à receita fiscal, o PCP insiste que é possível, (sem aumentar a carga fiscal já muito pesada sobre os trabalhadores ou os reformados, e sobre as micro e pequenas empresas), obter níveis de receita fiscal significativamente superiores, seja através do alargamento da base de incidência – começando finalmente a tributar rendimentos e lucros que hoje nada pagam -, seja através da aplicação de taxas mais justas e equitativas a rendimentos cujo nível de tributação é inaceitavelmente pequena, seja através da eliminação de benefícios fiscais injustos e injustificados.

Assim, no que respeita ao aumento da receita fiscal, o PCP propõe 5 medidas:

1. A criação de um novo imposto, (o Imposto sobre as Transacções e Transferências Financeiras, ITTB), que taxa em 0,2% todas as transacções bolsistas realizadas no mercado regulamentado e não regulamentado e que taxa em 20% as transferências financeiras para os paraísos fiscais. (receita adicional mínima de, respectivamente 260 milhões de euros e 1500 milhões de euros;

2. A tributação extraordinária do património imobiliário de luxo, através da introdução temporária de uma taxa de 10% de IMT (Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas), e de uma taxa de 1% de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), onerando a aquisição e a detenção de imóveis e propriedades de valor superior a um milhão de euros (receita não definida);

3. A tributação agravada sobre a aquisição ou posse de bens de luxo, (em sede de ISV, Imposto sobre Veículos, e de IUC, Imposto Único de Circulação), incidindo sobre aviões particulares, iates de recreio e veículos de custo superior a 100 000 euros (receita não definida);

4. A tributação das mais-valias bolsistas, alargando a sua incidência a rendimentos do património mobiliário obtidos por Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS), entidades residentes no estrangeiro e fundos de investimentos. (receita adicional mínima de 250 milhões, equivalente à que o Governo estima obter com a tributação em IRS de rendimentos individuais de mais-valias mobiliárias, não entrando naturalmente em linha de conta com a receita da tributação das mais-valias obtidas pela PT pela venda da VIVO);

5. A aplicação de uma taxa efectiva de IRC de 25% ao sector bancário e grandes grupos económicos com lucros superiores a 50 milhões de euros, eliminando os benefícios fiscais que actualmente usufruem, e alargando este regime ao sector financeiro que opera na Zona Franca da Madeira. (receita estimada 700 milhões de euros, cerca de 350 para a banca, o restante para os grupos económicos).

O PCP propõe igualmente 5 medidas de redução da despesa fiscal:

1. Suspensão temporária do regime fiscal de isenção plena de IRS e IRC, ou de quase isenção em sede de IRC (taxa máxima de 5%), aplicável na Zona Franca da Madeira a empresas não financeiras, passando a ser aí aplicável pelo menos a taxa de IRC de 12,5% que incide sobre empresas localizadas no interior do País; (diminuição de despesa fiscal não inferior a 400 milhões de euros, face ao total de 1090 milhões de euros estimado no Relatório do OE de 2010);

2. Redução, de quatro para três anos, do período máximo durante o qual são permitidas deduções de prejuízos fiscais aos lucros tributáveis (diminuição de despesa não definida);

3. Eliminação dos benefícios fiscais, (por exemplo, de IMT e de imposto de selo), aplicáveis a operações de reestruturação empresarial (fusões e cisões empresariais); (diminuição de despesa não definida);

4. Revogação dos benefícios fiscais concedidos a PPR (corte na despesa fiscal de 100 milhões de euros);

5. O fim dos benefícios fiscais para os seguros de saúde – 100 milhões de euros

No que respeita à despesa, o PCP propõe 5 medidas de corte na despesa:

1. A participação das Forças Armadas em todas as operações no estrangeiro - 75 milhões de euros;
2. Abonos variáveis /indemnizações por cessão de funções - cortar 20% – 16 m€;

3. Aquisição de bens e serviços correntes – 1515 m€ , dos quais 396 em estudos, pareceres e outros trabalhos especializados e outros serviços dos quais propomos cortar 50% - cerca de 200 milhões de euros;

4. O fim da transferência de verbas da ADSE para os hospitais privados, cujo montante, certamente de dezenas de milhões de euros, continua a não ser divulgado pelo Ministério das Finanças;

5. O fim definitivo do escandaloso negócio do terminal de Alcântara com a Liscont, que agora avança para um Tribunal Arbitral por proposta da APL, figurino altamente favorável aos grupos privados, como o exemplo do hospital Amadora – Sintra demonstrou.

Para além destas propostas imediatas e concretas, o PCP apresenta ainda 5 medidas contra o desperdício de dinheiros públicos no futuro:

1. A redução para um máximo até cinco membros, de todos os Conselhos de Administração de Empresas Públicas e Entidades Públicas Empresariais, e para um número máximo até três membros dos Conselhos Directivos de Institutos Públicos, não podendo as suas remunerações serem superiores à do Presidente da República;

2. A redução para metade do número do pessoal dos gabinetes dos membros do Governo e de todos os altos cargos do Estado cujos titulares tenham direito a gabinetes idênticos aos de ministros e idêntica redução, para metade, do número do pessoal dos gabinetes dos Conselhos de Administração das empresas públicas;

3. O não estabelecimento de qualquer nova Parceria Público Privada, como forma de concretizar infra-estruturas ou realizar investimentos, a extinção das entidades reguladoras e a reintegração das suas funções na Administração Central, de onde foram retiradas; A não transferência de funções do Estado para empresas públicas em substituição de serviços da administração pública, como acontece com a transferência para uma empresa pública (GERAP) das contratações para o Estado assumindo que é para contratar privados para o desenvolvimento dessas funções;

4. Elaboração urgente, pelo Tribunal de Contas, de uma auditoria completa a todos os fenómenos de desorçamentação no Estado, incluindo as situações de migração para o direito privado e, ainda, para a determinação completa do nível de endividamento do Estado, incluindo o (designado) endividamento oculto;

5. O fim das injustificadas e milionárias contratações de software proprietário na Informática do Estando, cujos custos totais o próprio Governo afirma desconhecer e a efectiva opção pelo software livre.

O PCP vai ainda propor, como forma de melhorar os instrumentos para o combate ao crime fiscal, e na sequência de anteriores iniciativas sobre a eliminação do sigilo bancário que vieram a ter a aceitação parcial na Lei 37/2020, de 2 de Setembro, a eliminação do efeito suspensivo de qualquer recurso judicial sobre decisões tributárias para aceder a informação bancária.

IV

A entrada em vigor a 1 de Agosto de 2010 do Decreto-Lei n.º 70/2010, provocou graves e preocupantes situações de perdas brutais de rendimentos a famílias que, para sobreviver, recorrem às prestações sociais de combate à pobreza, apoio à família, entre outras. Prestações como subsídio social de desemprego, abono de família, bolsas de estudo, comparticipação de medicamentos, rendimento social de inserção, entre outras sofreram cortes significativos, levando a população que menos pode e menos tem a situações de maior pobreza e exclusão social.

São demasiados os exemplos chocantes de como o Governo, através da alteração das regras de atribuição – alteração da fórmula de cálculo dos rendimentos do agregado e alargamento deste, inclusão das próprias prestações sociais nos rendimentos considerados – causou o empobrecimento imediato de centenas de pessoas: pessoas que com o corte no rendimento social de inserção passam a viver com 98 euros por mês; ou o exemplo concreto de uma pessoa com deficiência, que recebendo pouco mais de 150 euros de pensão de invalidez perdeu 50 euros da pensão por morte do seu pai ou mesmo a suspensão de prestações sociais como o subsídio social de desemprego para efeitos de reavaliação, deixando os desempregados sem qualquer rendimento.

A tudo isto, junta-se um burocrático e maquiavélico processo de prova de recursos via internet, ao qual os serviços não dão resposta, ficando milhares de pessoas sem as suas prestações sob a filosofia, corta-se agora, provem se conseguirem.

O Governo faz pagar os mais pobres e os mais necessitados uma crise pela qual não são responsáveis, cometendo um verdadeiro crime social ao negar o direito a viver com dignidade. Assim, o PCP irá apresentar um projecto de lei que visa revogar este Decreto-Lei repondo as anteriores regras de atribuição, com o compromisso de continuar a lutar pela melhoria das prestações sociais e pelo seu reconhecimento como direitos.

Sob pretexto do equilíbrio das contas públicas, o Governo aprofunda o desinvestimento na saúde, transferindo cada vez mais os custos com a saúde para os utentes. Tem sido esta a matriz que caracteriza a política do medicamento. As sucessivas medidas do Governo nesta matéria vão no sentido de atacar o direito à saúde, colocando em causa o princípio constitucional, que se consubstancia no acesso e à prestação de cuidados de saúde.

Um conjunto de medidas recentemente aprovadas pelo Governo impõe mais sacrifícios ao povo português através da diminuição do preço de referência dos medicamentos, da diminuição nas comparticipações dos medicamentos nos pensionistas, passando de 100% para 95%, o que significa que os pensionistas passarão a assumir um acréscimo de cerca de 5 milhões de euros e a diminuição da comparticipação nos medicamentos do escalão A de 95% para 90%, o que acresce o custo de cerca de 13 milhões de euros para os utentes. Outra das medidas reside na alteração da comparticipação dos medicamentos antiulcerosos/antiácidos e anti-inflamatórios não esteróides que se transferem do escalão B para o escalão C, mas também na impossibilidade de invocar o regime especial para os medicamentos antidepressores, passando a comparticipação de 69% para 37%, o que para os utentes se traduz num aumento dos encargos com medicamentos em mais de 100 milhões de euros.

É inadmissível que através destas medidas milhares de portugueses abandonem os tratamentos iniciados por dificuldades económicas na aquisição dos medicamentos. Não só discordamos destas políticas, como consideramos que o Governo tem de garantir o direito à saúde a todos os portugueses, onde a política do medicamento assume uma centralidade nesta área. Neste sentido, o PCP irá requerer a apreciação parlamentar do Decreto-Lei nº 106-A/2010, de 1 de Outubro.

No passado dia 10 de Outubro assinalou-se o Dia mundial da Saúde Mental, mas o Governo em vez de melhorar a resposta dos cuidados públicos de saúde mental, diminui a comparticipação nos medicamentos antidepressores, passando de escalão B para escalão C. Ou seja, quando cerca de 20% da população portuguesa sofre de perturbações mentais, a resposta do Governo é diminuir o apoio.

O Código Contributivo, cuja entrada em vigor foi adiada, contém aspectos negativos que importa corrigir. O Governo PS, durante todo este tempo não apresentou nenhuma proposta para corrigir os aspectos mais gravosos deste código. Aspectos como a redução em 1% da taxa contributiva para todos os contratos sem termo, cujos impactos financeiros o Governo nunca quantificou (que de acordo com cálculos da CGTP, por cada 1% de redução da Taxa Social Única em 2009 levou a uma diminuição de 378 milhões de euros de contribuições) e que podem resultar em sérios riscos para a sustentabilidade financeira da segurança social; o agravamento das taxas contributivas dos pescadores, agricultores, IPSS´s, colectividades e sector cooperativo; a possibilidade de alteração das taxas contributivas por mero despacho de um membro do Governo ou a aplicação de 5% de taxa contributiva para os recibos verdes (que, em vez de combater os falsos recibos verdes, irá incentivá-los) são algumas das normas que urge alterar.

Por outro lado o Código Contributivo não melhora nem inova os mecanismos de obtenção de receitas para a segurança social. Hoje, as contribuições não podem apenas ter como base os salários dos trabalhadores importa ter em conta a riqueza criada, as mais-valias, no cálculo das contribuições das entidades patronais para a Segurança Social.

O PCP assume as suas responsabilidades e o compromisso de apresentação de propostas de alteração ao Código Contributivo que o tornem mais justo e num instrumento capaz de responder aos desafios que a Segurança Social enfrenta, garantindo o seu carácter público, universal e solidário e a sua sustentabilidade.